Ser um sacerdote ungido significava ter sido separado para servir a Deus. Em Israel, isso era mostrado numa cerimônia em que se derramava um óleo especial sobre o sacerdote. O óleo não dava a ele poderes nem o tornava uma pessoa sem pecado. Era um sinal visível de que ele havia recebido uma tarefa sagrada.
Deus deu a Moisés instruções para ungir Arão, que serviria como sumo sacerdote (Êxodo 29:7). Mais tarde, Moisés derramou o óleo sobre a cabeça de Arão durante a cerimônia de consagração (Levítico 8:12). Os filhos de Arão também foram separados para o sacerdócio, embora a passagem descreva de modo especial o óleo sendo derramado sobre a cabeça de Arão.
Mas a cerimônia não se resumia ao óleo. Também havia sacrifícios, porque o sacerdote era pecador como as outras pessoas. Antes de representar o povo diante de Deus, ele próprio precisava lidar com seu pecado (Levítico 8:14-30; 9:7). Isso ajuda a entender o sentido da palavra *consagrado*: o sacerdote não deixava de ser humano nem se tornava santo por mérito próprio. Ele era separado para uma função que não podia exercer de qualquer maneira.
Essa função era servir diante de Deus em favor do povo. Os sacerdotes cuidavam do culto e apresentavam os sacrifícios conforme as instruções que Deus havia dado. A unção, portanto, não era apenas uma homenagem a Arão. Ela mostrava que o sacerdócio vinha de Deus e devia ser exercido segundo a vontade dele.
A Bíblia também fala da unção de reis, como Davi (1 Samuel 16:13). O gesto era parecido, mas a tarefa era diferente: um rei era separado para governar; um sacerdote, para servir a Deus em favor do povo. Jesus é chamado de *Cristo*, palavra que significa “Ungido”. Ele não recebeu esse título por ser apenas mais um sacerdote ou rei de Israel. Ele é o Salvador prometido por Deus e, como explica Hebreus, o sacerdote que se entregou por nós e vive para interceder por aqueles que se aproximam de Deus por meio dele (Hebreus 7:24-27).
Assim, quando você lê “sacerdote ungido” no Antigo Testamento, pense em alguém que Deus separou para o serviço sacerdotal. O óleo tornava essa escolha visível; a tarefa do sacerdote mostrava por que ela era tão importante.