Jesus está dizendo que a morte não será o fim de ninguém. Em João 5:28–29, ele afirma que os mortos ouvirão sua voz e sairão dos túmulos. Alguns ressuscitarão para a vida; outros, para enfrentar o julgamento. É a esse segundo resultado que se refere a expressão “ressurreição para a condenação”.
Isso pode causar uma dúvida: se a pessoa vai ser condenada, por que ressuscitar? Porque ressuscitar e receber a vida eterna não são a mesma coisa. Nesse trecho, *ressuscitar* significa voltar da morte para comparecer diante de Jesus. O resultado, porém, não será igual para todos. A ressurreição não apaga o mal que alguém praticou nem impede que Deus julgue sua vida.
O próprio contexto mostra quem tem autoridade para fazer isso. Jesus afirma que o Pai lhe confiou o julgamento e que ele tem poder para dar vida (João 5:21–27). Por isso, é a voz dele que chama os mortos, e é diante dele que se decide o destino deles. Daniel 12:2 também fala de pessoas que ressuscitarão para a vida eterna e de outras que ressuscitarão para a vergonha. Apocalipse 20:12–15 descreve os mortos sendo julgados e apresenta a condenação final como a “segunda morte”.
Quando Jesus fala dos que “fizeram o bem” e dos que “praticaram o mal”, ele não está ensinando que alguém ganha a vida eterna por acumular boas ações. Poucos versículos antes, ele diz que quem ouve sua palavra e crê naquele que o enviou já tem a vida eterna e não entra em condenação (João 5:24). As ações mostram como a pessoa viveu, mas a esperança de vida está em Cristo. Ele também promete ressuscitar no último dia aqueles que creem nele (João 6:40).
Portanto, a ressurreição para a condenação é a ressurreição daqueles que enfrentarão o julgamento de Jesus e serão condenados. O aviso é sério, mas Jesus não falou apenas da condenação: no mesmo trecho, ele anuncia a vida eterna para quem crê nele.