O Jediísmo é um conjunto de crenças e práticas inspirado nos Jedi de *Star Wars*. Nos filmes, os Jedi são personagens que buscam a paz e aprendem a se relacionar com a “Força”, apresentada na história como algo que está presente em todos os seres vivos. Fora da ficção, algumas pessoas aproveitaram essas ideias pra formar grupos religiosos ou filosofias de vida.
Isso não significa, em geral, que elas acreditem que os acontecimentos dos filmes foram reais. Para muitos praticantes, os Jedi servem como exemplo de disciplina, autocontrole e serviço aos outros. Alguns grupos também praticam meditação e falam da Força como uma realidade espiritual. Não existe, porém, uma autoridade única que defina o que todos os seguidores do Jediísmo devem crer. Por isso, as crenças variam de um grupo pra outro e de uma pessoa pra outra.
É importante separar duas coisas. Querer agir com honestidade, buscar a paz e ajudar as pessoas não é contrário ao cristianismo. A Bíblia também ensina a fazer o bem. A diferença aparece quando perguntamos quem é Deus e de onde vem nossa vida espiritual.
Na fé cristã, Deus não é uma energia impessoal que podemos aprender a usar. Ele é o Criador, conhece as pessoas e sustenta tudo o que existe. É assim que a Bíblia apresenta Deus em passagens como Atos 17:24-28 e Colossenses 1:16-17. A relação do cristão com ele não se baseia em dominar um poder espiritual, mas em confiar em Jesus Cristo e receber a graça de Deus (Efésios 2:8-9).
Então, assistir a *Star Wars* ou admirar qualidades retratadas nos Jedi não é o mesmo que seguir o Jediísmo. Mas, quando a Força passa a ocupar o lugar de Deus como explicação da vida ou como guia espiritual, há uma diferença importante em relação ao ensino bíblico. Essa é a questão principal para um cristão avaliar.