Jeú foi um comandante do exército que se tornou rei de Israel. Deus o escolheu para pôr fim à família do rei Acabe e combater a adoração a Baal, um falso deus que havia ganhado força no país. Mas a história de Jeú tem um contraste importante: ele cumpriu essa missão e, ainda assim, não abandonou todos os pecados que afastavam Israel de Deus.
Naquele tempo, o povo de Deus estava dividido em dois reinos: Israel, ao norte, e Judá, ao sul. Acabe tinha sido rei de Israel. Ele e sua esposa, Jezabel, promoveram a adoração a Baal, e Deus anunciou que a família de Acabe perderia o poder por causa de seus pecados (1 Reis 16:30-33; 21:20-22).
Anos depois, quando Jorão, filho de Acabe, governava Israel, Jeú era um dos comandantes do exército. Um mensageiro do profeta Eliseu foi até ele, o ungiu rei e lhe transmitiu a ordem de Deus contra a família de Acabe (2 Reis 9:1-10). Jeú então foi a Jezreel, onde Jorão se recuperava de ferimentos de guerra, e o matou. Acazias, rei de Judá e ligado à família de Acabe, também morreu durante esses acontecimentos. Depois, Jezabel foi morta por ordem de Jeú (2 Reis 9:14-37).
Jeú continuou a agir contra os parentes de Acabe e contra os líderes que os apoiavam. Também reuniu os adoradores de Baal sob o pretexto de realizar uma grande celebração. Quando estavam reunidos, mandou matá-los e destruir o templo de Baal. Assim, acabou com aquela forma organizada de adoração a Baal em Israel (2 Reis 10:1-28).
Deus reconheceu que Jeú havia executado o julgamento anunciado contra a família de Acabe e prometeu que seus descendentes reinariam até a quarta geração (2 Reis 10:30). Mas isso não significava que Jeú tivesse sido fiel a Deus em tudo. Ele manteve os bezerros de ouro usados no culto estabelecido por Jeroboão, um rei anterior de Israel. O relato diz que Jeú não seguiu a lei de Deus de todo o coração (2 Reis 10:29-31).
Jeú reinou por 28 anos e foi sucedido por seu filho Jeoacaz (2 Reis 10:35-36). Sua história mostra que alguém pode obedecer a Deus numa tarefa importante e, ao mesmo tempo, se recusar a obedecer em outra área da vida. Jeú enfrentou o culto a Baal, mas conservou uma prática de adoração que Deus não aprovava.