Asa foi um rei de Judá, descendente de Davi, que governou por 41 anos. Ele ficou conhecido por combater a adoração a outros deuses e incentivar o povo a buscar o Senhor. Mas sua história também tem um aviso importante: depois de muitos anos fazendo o que era certo, Asa tomou decisões nas quais deixou de confiar em Deus como antes.
Na época dele, o povo de Israel estava dividido em dois reinos. Asa governava Judá, o reino do sul. Seu pai, Abias, não tinha sido fiel ao Senhor. Asa, porém, escolheu um caminho diferente. Ele retirou ídolos, proibiu práticas ligadas à adoração de outros deuses e chegou a afastar Maaca da posição de rainha-mãe porque ela havia feito uma imagem para a deusa Aserá. Também ordenou que o povo buscasse o Senhor e obedecesse aos seus mandamentos (1 Reis 15:11-13; 2 Crônicas 14:2-4).
Asa não se limitou a dar essas ordens. Quando o profeta Azarias o encorajou a continuar buscando a Deus, ele promoveu novas mudanças e reuniu o povo para renovar seu compromisso com o Senhor (2 Crônicas 15:1-15). A Bíblia, por isso, o apresenta como um rei cujo coração era dedicado a Deus, embora também registre que certos lugares de adoração não foram removidos (1 Reis 15:14).
Essa confiança apareceu com clareza quando um grande exército, comandado por Zerá, veio atacar Judá. Asa pediu ajuda ao Senhor, reconhecendo que não poderia vencer apenas com a força de seus homens. O relato diz que Deus deu a vitória a Judá (2 Crônicas 14:9-13).
Mais tarde, porém, Asa reagiu de outra maneira diante de uma ameaça. Baasa, rei do reino de Israel, começou a fortificar Ramá, uma cidade que poderia dificultar a passagem de pessoas entre os dois reinos. Asa entregou tesouros ao rei da Síria para convencê-lo a atacar Israel. O plano funcionou: Baasa recuou. Mesmo assim, o profeta Hanani repreendeu Asa. O problema não foi simplesmente fazer um acordo político, mas confiar nesse acordo em vez de buscar a ajuda de Deus, como havia feito antes. Asa ficou furioso com a repreensão, mandou prender o profeta e oprimiu algumas pessoas do povo (2 Crônicas 16:1-10).
Nos últimos anos de vida, Asa sofreu de uma doença grave nos pés. A Bíblia diz que, nessa situação, ele procurou os médicos, mas não procurou o Senhor (2 Crônicas 16:12). Isso não quer dizer que buscar tratamento médico seja errado. O texto chama atenção para o fato de Asa, mais uma vez, não ter recorrido a Deus.
Asa morreu depois de 41 anos de reinado, e seu filho Josafá assumiu o trono (1 Reis 15:10, 24). No conjunto, Asa foi um bom rei, e suas reformas fizeram diferença em Judá. Ao mesmo tempo, sua vida mostra que ter confiado em Deus no passado não dispensa ninguém de continuar buscando sua orientação — especialmente quando surgem problemas difíceis.