Isaías está descrevendo alguém que, aos olhos das pessoas, não parecia ter nada de especial. Uma planta que nasce em terra seca cresce onde ninguém espera encontrar vida. Do mesmo jeito, o servo descrito em Isaías 53 não seria reconhecido por uma aparência impressionante nem pela importância que as pessoas costumam dar a um grande líder (Isaías 53:2-3).
Os cristãos entendem que essa profecia se cumpriu em Jesus. Ele não chegou como um rei cercado de riqueza e honras. Cresceu numa família comum e, quando começou a ensinar, pessoas da sua própria região se perguntaram como alguém que conheciam como filho de um carpinteiro podia falar com tanta autoridade (Mateus 13:54-57). Muitos não viram nele o Salvador que esperavam.
Isso não quer dizer que Jesus fosse feio, nem que Isaías estivesse descrevendo exatamente sua aparência física. A Bíblia não nos dá um retrato dele. O ponto é que não havia nele a imponência que faria as pessoas aceitá-lo de imediato como o Messias. Por isso, o versículo seguinte diz que ele foi desprezado e rejeitado (Isaías 53:3).
Mas a comparação não termina na terra seca. Apesar daquele começo que parecia pouco promissor, a planta cresce. Isaías mostra, ao longo do capítulo, que aquele servo rejeitado cumpriria o propósito de Deus: sofreria pelos pecados de outros e, depois do sofrimento, seria exaltado (Isaías 53:4-12). Assim, a expressão nos ajuda a entender o contraste: Jesus parecia sem importância aos olhos de muitos, mas era por meio dele que Deus estava trazendo salvação.