Segundo a Bíblia, o inferno é o destino de quem permanece em seus pecados e não recebe a salvação que Deus oferece por meio de Jesus Cristo. Essa resposta é séria, mas não significa que alguns sejam bons o bastante para escapar por conta própria e outros não. Todos nós precisamos da misericórdia de Deus (Romanos 3:23; 6:23).
Jesus ensinou que haverá um julgamento e falou de uma punição definitiva para os que forem rejeitados nesse julgamento (Mateus 25:31-46). A Bíblia não trata o inferno como castigo reservado apenas a pessoas que cometeram crimes que consideramos especialmente graves. O problema é mais profundo: todos pecamos contra Deus. Por isso, a pergunta não é só “Quem fez coisas ruins?”, mas “Como alguém pode ser perdoado e reconciliado com Deus?”.
É aí que entra Jesus. Ele morreu e ressuscitou para salvar pecadores. João 3:18 ensina que quem crê nele não é condenado, enquanto quem não crê permanece sob condenação. Essa fé não é apenas admitir que Jesus existe. É confiar nele pra receber perdão e passar a segui-lo. A mudança de vida importa, mas não é o preço da salvação: ela começa quando a pessoa se volta pra Cristo e é transformada por Deus (Efésios 2:8-10).
Isso também ajuda a entender por que a Bíblia fala do amor de Deus e, ao mesmo tempo, do julgamento. Deus não trata o mal como se não tivesse importância. Mas também não deixou o ser humano sem esperança: ele oferece perdão em Cristo. Pedro diz que Deus é paciente e chama as pessoas ao arrependimento (2 Pedro 3:9).
Então, quem irá para o inferno? Aqueles que chegarem ao julgamento ainda separados de Cristo, sem o perdão que ele oferece. Não cabe a nós apontar pessoas específicas e declarar seu destino final; esse julgamento pertence a Deus. O que podemos afirmar com clareza é o convite da Bíblia: qualquer pessoa que se volte pra Jesus e confie nele pode receber a vida eterna (João 3:16; Romanos 10:9-13).