São os israelitas, descendentes de Jacó. Deus deu a Jacó o nome de Israel, e seus descendentes passaram a formar o povo de Israel (Gênesis 32:28). Em Malaquias, a expressão não fala apenas dos filhos que Jacó teve pessoalmente, mas do povo que veio depois deles.
O ponto principal do versículo é este: Deus não tinha deixado de ser fiel ao seu povo, apesar dos pecados dele. Ao longo do livro, Deus chama os israelitas a reconhecer coisas que estavam fazendo de errado, como oferecer sacrifícios de qualquer jeito, agir com injustiça e deixar de cumprir o que deviam a ele (Malaquias 1:6-14; 2:10-17; 3:5, 8). Eles precisavam mudar de atitude. Mesmo assim, Deus diz que não foram destruídos porque ele não muda (Malaquias 3:6).
Isso não quer dizer que Deus aprova o pecado ou que os israelitas não sofreriam consequências. Quer dizer que a desobediência deles não faria Deus abandonar as promessas que tinha feito aos seus antepassados. Ele havia prometido a Jacó estar com ele e cuidar de seus descendentes (Gênesis 28:13-15). Por isso, continuava chamando aquele povo a voltar pra ele, em vez de acabar com ele (Malaquias 3:7).
Então, quando Deus os chama de “filhos de Jacó”, ele lembra quem eles são e a quem havia feito suas promessas. A segurança deles não estava em terem sido sempre fiéis. Estava na fidelidade de Deus.