A Ceia do Senhor é pra quem crê em Jesus e quer viver em comunhão com ele. Não é um prêmio pra pessoas que nunca pecam. É um momento em que os cristãos lembram a morte de Jesus, reconhecem que dependem dele e participam juntos como igreja (Lucas 22:19; 1 Coríntios 10:16-17).
Por isso, a Ceia não é um gesto para qualquer pessoa fazer por educação ou curiosidade. Se alguém ainda não crê em Cristo, comer o pão e beber o cálice não o torna cristão. O primeiro passo é confiar em Jesus. Depois, a participação na Ceia passa a expressar uma fé que a pessoa já tem.
Quem crê também precisa levar esse momento a sério. Paulo orienta cada pessoa a examinar a si mesma antes de participar (1 Coríntios 11:27-29). Na igreja de Corinto, alguns comiam e bebiam sem consideração pelos irmãos, chegando a humilhar os que tinham menos. Assim, Paulo não estava dizendo que só pessoas perfeitas podem participar. Ele estava corrigindo uma maneira de participar que contradizia o significado da Ceia.
Esse exame, então, não deve afastar quem reconhece seu pecado, se arrepende e busca o perdão de Deus. Pelo contrário, essa pessoa sabe quanto precisa da graça de Cristo (1 João 1:8-9). A situação é diferente quando alguém insiste num pecado conhecido e se recusa a se arrepender. A igreja não deve tratar essa atitude como se nada estivesse acontecendo (1 Coríntios 5:11-13).
E quanto ao batismo ou a ser membro da igreja? As igrejas cristãs têm práticas diferentes. O Novo Testamento liga o batismo à resposta de quem crê em Jesus (Atos 2:41-42), por isso muitas igrejas o exigem antes da Ceia. Mas a Bíblia não apresenta, numa única instrução, uma lista detalhada de requisitos de participação que resolva todas essas diferenças. Cada igreja deve tratar a questão com responsabilidade, sem perder o ponto principal: a Ceia é do Senhor e deve ser recebida com fé, arrependimento e consideração pelos irmãos.