Jesus foi condenado por Pôncio Pilatos e crucificado por soldados romanos. Antes disso, Judas o traiu, e líderes religiosos de Jerusalém planejaram sua prisão e pediram sua morte. Mas a Bíblia também nos convida a olhar além de quem participou daqueles acontecimentos: Jesus morreu por causa dos pecados que veio nos salvar.
Os Evangelhos mostram que alguns chefes dos sacerdotes e outros líderes religiosos queriam matar Jesus. Eles o levaram a Pilatos, o governador romano, e o acusaram diante dele. Pilatos autorizou a crucificação, e soldados romanos executaram a sentença (Marcos 15:1-15; João 19:16-18). Cada pessoa envolvida respondeu pelo que fez.
Isso não significa que o povo judeu inteiro matou Jesus, nem que os judeus de hoje tenham alguma culpa por aquela morte. Jesus, seus discípulos e muitos dos primeiros cristãos eram judeus. Os relatos bíblicos falam de pessoas e grupos envolvidos naquele julgamento, não dão licença pra culpar um povo inteiro.
Há ainda uma pergunta importante: se Jesus sabia o que iria acontecer, por que não fugiu? Porque ele decidiu entregar a própria vida. Jesus disse que dava sua vida voluntariamente (João 10:17-18). Isso não torna inocentes os que o traíram, condenaram e crucificaram. Mostra que eles não tiraram a vida de alguém que tinha perdido o controle da situação: Jesus aceitou morrer pra nos salvar.
Pedro explicou essas duas coisas juntas. A morte de Jesus aconteceu conforme o plano de Deus, mas foi realizada por pessoas responsáveis por seus atos (Atos 2:23). Deus não cometeu a injustiça de condenar Jesus; ele usou aquela morte injusta pra oferecer perdão a pessoas pecadoras. E Jesus não foi uma vítima obrigada pelo Pai: ele se entregou de livre vontade.
É nesse sentido que nossos pecados também entram na resposta. Não estávamos presentes no julgamento, por isso não carregamos a culpa histórica pelas decisões de Pilatos ou dos líderes religiosos. Mas a Bíblia ensina que Cristo morreu *por nossos pecados* (1 Coríntios 15:3). Ele recebeu o castigo que nós merecíamos, para que pudéssemos ser reconciliados com Deus (Isaías 53:5-6; 2 Coríntios 5:21).
Então, quem matou Jesus? Naquele dia, foram pessoas concretas: líderes que buscaram sua condenação, Pilatos que a autorizou e soldados que o crucificaram. Ao mesmo tempo, Jesus se entregou voluntariamente, segundo o plano de Deus, pra salvar pecadores. A história não termina na cruz: Deus o ressuscitou (Atos 2:24). Por isso, a pergunta não serve pra apontar culpa contra um povo, mas pra entender o que Jesus fez por nós.