O livro recebe o nome do profeta Miquéias, e sua abertura apresenta as mensagens como palavras que Deus lhe revelou. Ela também diz que Miquéias era de Moresete e pregou durante os reinados de Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá (Miquéias 1:1). Isso situa seu ministério no século VIII antes de Cristo.
Há uma confirmação interessante em outro livro da Bíblia. Muitos anos depois, líderes de Judá lembraram que Miquéias havia anunciado o julgamento de Jerusalém nos dias do rei Ezequias. Eles até mencionaram o profeta pelo nome (Jeremias 26:18; compare com Miquéias 3:12). Portanto, Miquéias não é apenas um nome no título do livro: ele era um profeta conhecido por sua pregação.
Sua mensagem se dirigia tanto a Samaria, capital do reino de Israel, quanto a Jerusalém, capital de Judá (Miquéias 1:1). Miquéias denunciou líderes que exploravam o povo e mostrou que práticas religiosas não substituíam uma vida de justiça, misericórdia e obediência a Deus (Miquéias 3:1-3; 6:6-8). Ele também anunciou esperança para o futuro. Entre essas mensagens está a de que um governante viria de Belém, passagem que o Evangelho de Mateus relaciona ao nascimento de Jesus (Miquéias 5:2; Mateus 2:5-6).
Existe discussão entre estudiosos sobre a forma final do livro: alguns entendem que certas partes podem ter sido reunidas ou organizadas depois da época do profeta. A Bíblia não explica como todas as mensagens foram colocadas na ordem em que as lemos hoje. Isso, porém, é diferente de dizer que outra pessoa inventou Miquéias ou que ele não anunciou essas mensagens.
Assim, a resposta mais direta é: o livro é atribuído ao profeta Miquéias. Ele anunciou a palavra de Deus no século VIII antes de Cristo, chamando Israel e Judá a abandonar a injustiça e a voltar-se para o Senhor.