O livro se apresenta como uma mensagem de Deus transmitida por Malaquias (Malaquias 1:1). A resposta mais direta, portanto, é que o profeta Malaquias escreveu o livro — ou, pelo menos, que as mensagens registradas nele vieram por meio dele.
A Bíblia, porém, diz muito pouco sobre quem ele era. Não informa sua família, sua cidade nem o nome do governante da época. Além disso, “Malaquias” significa “meu mensageiro”. Por isso, alguns estudiosos se perguntam se essa palavra era o nome do profeta ou uma maneira de identificá-lo como mensageiro de Deus. Existe também uma tradição que associa o livro a Esdras, mas o próprio texto bíblico não diz que Esdras o escreveu. Assim, é razoável entender Malaquias como o nome do profeta, sem afirmar que conhecemos detalhes da vida dele que a Bíblia não conta.
O conteúdo ajuda a situar sua atuação. O livro fala de um tempo em que o templo estava em funcionamento, mas havia problemas sérios entre o povo: sacerdotes aceitavam ofertas inadequadas, homens tratavam suas esposas com infidelidade, e muitos questionavam se valia a pena servir a Deus (Malaquias 1:6-14; 2:13-16; 3:13-15). Isso combina com o período depois que os judeus voltaram do exílio na Babilônia, embora o livro não forneça uma data exata.
No fim das contas, sabemos a quem o livro atribui a mensagem, mas não temos uma biografia de seu autor. O que Malaquias anuncia é claro: Deus chama seu povo a abandonar a infidelidade e promete agir novamente. No final do livro, ele fala de alguém que viria preparar o povo para o dia do Senhor (Malaquias 4:5-6). Jesus relacionou essa promessa à missão de João Batista (Mateus 11:13-14; 17:10-13).