A resposta mais conhecida é: o apóstolo João, filho de Zebedeu e um dos doze discípulos de Jesus. Essa é uma tradição antiga da igreja. Mas há um detalhe importante: o Evangelho não diz, em nenhum lugar, “eu, João, escrevi este livro”. Por isso, vale entender de onde vem essa atribuição.
Dentro do próprio Evangelho, aparece várias vezes um discípulo chamado de “o discípulo a quem Jesus amava” (João 13:23; 21:20). No fim do livro, esse discípulo é apresentado como alguém que testemunhou os acontecimentos e deu testemunho deles. O texto também afirma que seu testemunho é verdadeiro (João 21:24). Ou seja, o livro aponta pra alguém que conviveu com Jesus, embora não diga seu nome nessa passagem.
A identificação desse discípulo com o apóstolo João vem, sobretudo, do testemunho dos primeiros cristãos. Irineu, um escritor cristão do segundo século, atribuiu o Evangelho a João, discípulo de Jesus. Outros autores cristãos antigos também fizeram essa associação. É por isso que o livro é conhecido até hoje como *Evangelho de João*.
Há estudiosos que discutem se João escreveu pessoalmente cada palavra ou se outras pessoas ajudaram a organizar e registrar seu testemunho. A Bíblia não explica como o livro foi colocado por escrito. Portanto, não é preciso afirmar mais do que sabemos. O que podemos dizer é que a tradição cristã atribui o Evangelho ao apóstolo João, e que o próprio livro se liga ao testemunho de um discípulo próximo de Jesus.
Mais importante que descobrir o nome do autor é perceber por que o Evangelho foi escrito. João 20:30-31 explica seu propósito: apresentar os sinais que Jesus realizou pra que as pessoas creiam que ele é o Cristo, o Filho de Deus, e tenham vida por meio dele. Esse propósito ajuda a entender por que o livro fala tanto sobre quem Jesus é e sobre o que significa crer nele.