Pastor Antônio Junior

Mensagens evangélicas, devocionais e perguntas e respostas do Pastor Antônio Junior.

Quem escreveu o livro de Isaías?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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O livro leva o nome do profeta Isaías, filho de Amoz. Logo no começo, ele apresenta as mensagens de Isaías sobre Judá e Jerusalém e situa seu trabalho nos reinados de quatro reis de Judá: Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias (Isaías 1:1). Por isso, a resposta tradicional é: o profeta Isaías escreveu o livro que leva seu nome.

Isaías viveu numa época difícil. O povo de Deus estava dividido em dois reinos, Israel e Judá, e enfrentava ameaças de outros povos. Isaías anunciou o juízo de Deus contra a injustiça e a infidelidade, mas também falou de perdão, esperança e restauração. Algumas passagens apontam, de modo especial, pra aquele que Deus enviaria pra salvar seu povo (Isaías 9:6-7; 11:1-5; 53).

Existe, porém, uma dúvida sobre como o livro inteiro chegou à forma que conhecemos. Nos capítulos 40 a 66, há mensagens dirigidas a um povo que enfrenta o exílio na Babilônia — uma situação posterior aos reis citados em Isaías 1:1. O livro chega a mencionar Ciro, rei da Pérsia, pelo nome (Isaías 44:28–45:1). Por causa disso e de diferenças entre as partes do livro, alguns estudiosos entendem que mensagens de mais de um profeta foram reunidas sob o nome de Isaías. Outros entendem que Deus revelou ao próprio Isaías acontecimentos futuros e que ele é o autor das mensagens de todo o livro.

A Bíblia não explica em detalhes o processo de escrita e organização do livro. Ela o apresenta como *Isaías*, e o Novo Testamento também usa esse nome ao se referir a passagens de partes diferentes dele (João 12:38-41). Isso mostra como o livro era reconhecido, embora não resolva, por si só, todas as perguntas sobre sua composição.

Então, se a pergunta é “de quem é o livro?”, a resposta é Isaías. Se a pergunta é “Isaías escreveu pessoalmente cada parte, na forma exata que temos hoje?”, há diferentes entendimentos entre cristãos que levam a Bíblia a sério. Essa diferença não muda o ponto principal: o livro chama o povo a abandonar o pecado, confiar em Deus e esperar a salvação que ele prometeu.