A carta não traz o nome do autor. Logo no começo, ele se apresenta apenas como “o ancião” e escreve a um cristão chamado Gaio (3 João 1). A identificação tradicional é que esse ancião era o apóstolo João, um dos discípulos de Jesus. É por isso que a carta é conhecida como *3 João*.
Essa identificação tem bons motivos. O autor de 2 João também se apresenta como “o ancião”, e as duas cartas são parecidas na forma de escrever e na atenção que dão à verdade e ao amor. A tradição cristã antiga associou essas cartas a João. Ainda assim, como 3 João não diz expressamente “eu, João”, é mais preciso falar em autoria tradicionalmente atribuída ao apóstolo João do que dizer que a própria carta identifica seu autor pelo nome.
O conteúdo ajuda a entender por que ele escreveu. Gaio acolhia e ajudava cristãos que viajavam para anunciar a mensagem de Jesus. O ancião o incentiva a continuar fazendo isso. Ao mesmo tempo, menciona Diótrefes, que se recusava a receber esses irmãos e atrapalhava quem queria ajudá-los (3 João 5-10). A carta, portanto, é pessoal, mas trata de algo importante pra igreja: apoiar quem serve a Cristo, sem usar a própria influência pra impedir os outros de fazer o bem.
Também não sabemos ao certo quando ela foi escrita. Uma data no fim do primeiro século é possível, mas a carta não fornece elementos suficientes pra fixar o ano. O que podemos dizer com segurança é que o autor se chamou “o ancião” e escreveu a Gaio; a identificação desse autor com o apóstolo João vem da tradição cristã e das semelhanças com as outras cartas atribuídas a João.