Os dois. A Bíblia foi escrita por pessoas, em épocas e lugares diferentes. Mas, segundo a própria Bíblia, Deus as guiou para que registrassem a mensagem que ele queria comunicar. É por isso que os cristãos a chamam de Palavra de Deus.
Isso não quer dizer que Deus escreveu fisicamente cada livro, nem que os escritores apenas anotaram palavras ditadas a eles. Lucas, por exemplo, conta que investigou os acontecimentos antes de escrever seu Evangelho (Lucas 1:1-4). Paulo escreveu cartas para tratar de situações vividas pelas igrejas. Cada livro tem seu jeito de contar, ensinar ou orientar. Os escritores eram pessoas reais, escrevendo em circunstâncias reais.
Ao mesmo tempo, a Bíblia diz que as Escrituras foram inspiradas por Deus (2 Timóteo 3:16). Pedro explica que os profetas falaram da parte de Deus, guiados pelo Espírito Santo (2 Pedro 1:20-21). Assim, na compreensão cristã, a participação humana não torna a Bíblia *menos* Palavra de Deus. Deus comunicou sua mensagem por meio desses escritores.
E sabemos o nome de todos eles? Não. Algumas cartas identificam quem as escreveu; em outros casos, não há certeza. A carta aos Hebreus, por exemplo, não diz quem foi seu autor humano. Por isso, seria errado atribuir todos os livros a pessoas específicas como se a própria Bíblia confirmasse cada nome.
A resposta mais simples, então, é esta: pessoas escreveram os livros da Bíblia, e Deus as guiou nessa tarefa. Para entender um livro bíblico, vale prestar atenção em quem escreveu, para quem escreveu e por quê. E, para entender por que os cristãos recebem a Bíblia como autoridade para a fé, é preciso lembrar o que ela afirma sobre sua origem: sua mensagem vem de Deus.