Significa recorrer a Deus com fé, confiando nele para nos salvar. Quando o apóstolo Paulo usa essa promessa, ele deixa claro que está falando de confiar em Jesus Cristo. Não é a repetição de certas palavras que salva uma pessoa. Ela é salva pela graça de Deus, por meio da fé em Jesus (Romanos 10:9-13; Efésios 2:8-9).
A promessa apareceu primeiro no livro do profeta Joel. Ele anunciava um tempo de julgamento e chamava o povo a voltar pra Deus. Ao mesmo tempo, dizia que Deus derramaria seu Espírito e que todo aquele que invocasse o nome do Senhor seria salvo (Joel 2:28-32). Nesse contexto, invocar o Senhor é reconhecer que precisamos dele e buscar nele o socorro que não podemos dar a nós mesmos.
Mais tarde, no dia de Pentecostes, Pedro citou Joel para explicar o que estava acontecendo: Deus havia derramado seu Espírito sobre os seguidores de Jesus. Pedro então anunciou que Jesus, crucificado e ressuscitado, é o Senhor, e chamou as pessoas ao arrependimento (Atos 2:14-21, 32-39). Assim, a promessa de Joel não ficou apenas como uma esperança distante. Pedro mostrou às pessoas a quem deveriam recorrer.
Paulo ajuda a entender o que essa resposta envolve. Pouco antes de citar Joel, ele diz que a pessoa crê no coração que Deus ressuscitou Jesus dentre os mortos e o reconhece como Senhor (Romanos 10:9-13). Por isso, *invocar* não é dizer “Senhor” sem confiar nele. É voltar-se pra Jesus, reconhecendo a própria necessidade e confiando que ele pode perdoar e salvar.
E a palavra “todo” importa. Paulo usa a promessa para mostrar que não há um caminho de salvação para os judeus e outro para os demais povos. O mesmo Senhor acolhe todos os que recorrem a ele com fé (Romanos 10:12-13). Isso não quer dizer que todas as pessoas são salvas automaticamente, mas que ninguém precisa ficar de fora por causa da sua origem ou do seu passado.
Em resumo, a frase é ao mesmo tempo um convite e uma promessa: qualquer pessoa pode recorrer a Jesus Cristo, e quem confia nele para ser salvo não será rejeitado.