Astarote era uma deusa adorada por povos vizinhos de Israel, especialmente pelos sidônios, da região de Sidom. Na Bíblia, ela aparece como um dos deuses falsos que os israelitas passaram a adorar quando se afastaram do Senhor (Juízes 2:13).
O caso mais conhecido é o do rei Salomão. Suas mulheres estrangeiras o levaram a seguir outros deuses, e Astarote estava entre eles (1 Reis 11:5). O problema não era apenas conhecer a religião de outro povo. Salomão passou a prestar culto a uma deusa, embora soubesse que Israel devia adorar somente o Senhor. Por isso, a Bíblia diz que seu coração se desviou de Deus (1 Reis 11:9).
Astarote também aparece junto de Baal em relatos sobre a idolatria de Israel. Às vezes, a Bíblia usa a forma plural, “astarotes”, ao falar das divindades adoradas pelos povos daquela região (Juízes 10:6; 1 Samuel 12:10). Isso ajuda a entender por que nem toda menção ao nome se refere necessariamente a uma única imagem da deusa.
Ela costuma ser associada a Astarte, nome usado em outras fontes antigas. Também há semelhanças entre Astarote e divindades de outras culturas, como Ishtar. Mas não é preciso dizer que todas eram exatamente a mesma deusa pra entender o ponto da Bíblia. Também não convém confundir Astarote com Aserá: os nomes aparecem em estudos sobre as religiões antigas, mas a Bíblia não diz que eram simplesmente dois nomes para a mesma deusa.
Então, quem era Astarote? Era uma deusa venerada por outros povos cuja adoração entrou em Israel. Para os autores bíblicos, adorá-la significava abandonar a fidelidade ao Senhor e prestar culto a quem não era Deus.