Messias significa “ungido”. Nos tempos bíblicos, ungir alguém com óleo era uma maneira de indicar que aquela pessoa tinha sido separada pra uma tarefa especial. Reis e sacerdotes eram ungidos, por exemplo. Quando Jesus é chamado de *Messias*, porém, o sentido é maior: ele é aquele que Deus prometeu enviar pra salvar seu povo e reinar sobre ele.
A palavra Cristo quer dizer a mesma coisa. “Messias” vem do hebraico, e “Cristo”, do grego. Então, “Jesus Cristo” não é nome e sobrenome. É uma forma de dizer: Jesus é o Messias.
Por que os cristãos creem nisso? Ao longo do Antigo Testamento, Deus fez promessas sobre um descendente de Davi que governaria com justiça e sobre um servo que levaria ao povo a salvação de Deus (Isaías 9:6-7; 42:1; 53:4-6). Os primeiros seguidores de Jesus entenderam que essas promessas se cumpriam nele. Quando Pedro disse a Jesus que ele era o Cristo, estava reconhecendo nele esse enviado de Deus (Mateus 16:16).
Isso não significava que todos compreendiam, de início, como o Messias agiria. Muitos esperavam principalmente um líder que libertasse Israel do domínio de outros povos. Jesus, porém, ensinou que sua missão incluía algo ainda mais profundo: libertar as pessoas do pecado. Ele morreu, ressuscitou, e seus discípulos passaram a anunciar que, por meio dele, Deus oferece perdão (Lucas 24:25-27; Atos 10:39-43).
É por isso que chamar Jesus de Messias é mais do que dizer que ele recebeu uma tarefa de Deus. É afirmar que ele é o Salvador prometido: aquele que nos mostra a verdade sobre Deus, nos reconcilia com ele e reina com a autoridade que recebeu do Pai (Hebreus 2:17; Efésios 1:20-23).