Paulo não está dizendo que os cristãos de Filipos não tinham amor. Pelo contrário: ele agradece a Deus por eles e pelo apoio que lhe deram (Filipenses 1:3–8). Sua oração é pra que esse amor, que já existia, continue crescendo — e cresça de um jeito que os ajude a viver bem.
O detalhe importante está no restante da oração. Em Filipenses 1:9–10, Paulo pede que o amor deles aumente com conhecimento e discernimento, pra que saibam escolher o que é melhor. Portanto, ele não está falando apenas de sentir mais carinho pelas pessoas. Ele quer que aprendam cada vez mais a amar como Cristo: buscando o bem dos outros e entendendo o que realmente lhes faz bem.
Isso faz diferença nas escolhas do dia a dia. Às vezes, amar é ajudar alguém que precisa. Outras vezes, é dizer a verdade com cuidado, mesmo quando seria mais fácil ficar calado. Conhecer a vontade de Deus ajuda a perceber a diferença. O amor não deve ser frio e sem consideração; mas também não deve agir sem pensar.
Mais adiante na carta, Paulo mostra como esse amor aparece na convivência: em vez de agir por vaidade ou pensar apenas nos próprios interesses, os cristãos devem levar em conta os interesses dos outros (Filipenses 2:3–4). É esse tipo de crescimento que ele pede a Deus pelos filipenses.
A oração também tem um objetivo maior. Paulo deseja que eles façam boas escolhas e vivam de modo sincero até o dia de Cristo, confiando que Deus produzirá neles uma vida que o honra (Filipenses 1:10–11). Em outras palavras, amar cada vez mais não é só aumentar a intensidade de um sentimento. É aprender, com a ajuda de Deus, a cuidar melhor das pessoas e a escolher o que é bom aos olhos dele.