Jesus ressuscitou no primeiro dia da semana, o domingo. Os quatro Evangelhos contam que, bem cedo naquele dia, mulheres foram ao túmulo e descobriram que ele estava vazio. Elas então receberam a notícia de que Jesus havia ressuscitado (Mateus 28:1-6; Marcos 16:1-6; Lucas 24:1-6; João 20:1). A Bíblia não diz a hora exata em que a ressurreição aconteceu. Ela nos permite afirmar que Jesus já estava vivo quando o túmulo foi encontrado vazio naquela manhã.
A sequência mais aceita é esta: Jesus morreu e foi sepultado na sexta-feira, antes do início do sábado judaico (Marcos 15:42-46; Lucas 23:54). O sábado passou, e o túmulo foi encontrado vazio no domingo. Assim, a sexta-feira é contada como o primeiro dia, o sábado como o segundo e o domingo como o terceiro. Isso ajuda a entender por que os Evangelhos dizem que Jesus ressuscitaria no terceiro dia (Lucas 24:7).
Talvez a dúvida venha da expressão “três dias e três noites”, usada por Jesus em Mateus 12:40. Se a entendermos como 72 horas completas, a sequência de sexta a domingo parece não fechar. Mas a linguagem da época podia contar uma parte do dia como um dia na descrição desse período. Por isso, muitos cristãos entendem que essa expressão não exige três dias e três noites completos. Há também quem proponha outra data pra crucificação. Seja qual for a posição sobre essa contagem, os Evangelhos são claros quanto ao ponto principal: no primeiro dia da semana, Jesus já havia ressuscitado.
É por isso que o domingo tem um significado especial pra tantos cristãos. O Novo Testamento também registra uma reunião de discípulos nesse dia (Atos 20:7), embora esse texto, sozinho, não estabeleça todas as práticas de culto da igreja. Mais importante que saber a hora exata da ressurreição é entender o que ela significa: Jesus não permaneceu morto. Como Paulo explica em 1 Coríntios 15:17-20, a ressurreição é essencial pra fé cristã e pra esperança que temos nele.