A data mais provável é por volta de 61 d.C., durante a prisão de Paulo em Roma. Não dá pra indicar um ano exato com certeza, porque a carta não traz uma data. O que temos são pistas no próprio texto e no relato de Atos.
Paulo já conhecia os cristãos de Filipos. Ele havia anunciado o evangelho naquela cidade anos antes, durante uma de suas viagens missionárias (Atos 16:11–40). Quando escreveu a carta, porém, estava preso. Ele conta que sua prisão se tornou conhecida entre os guardas e outras pessoas, e envia saudações de cristãos ligados à “casa de César” (Filipenses 1:12–13; 4:22). Esses detalhes combinam com o período em que Paulo ficou sob custódia em Roma, descrito em Atos 28:16, 30–31.
A carta também mostra que a prisão já durava algum tempo. Os filipenses haviam enviado Epafrodito pra levar ajuda a Paulo. Durante a visita, Epafrodito adoeceu; a notícia chegou a Filipos, e a preocupação dos irmãos chegou de volta a Paulo (Filipenses 2:25–27; 4:18). Além disso, Paulo esperava saber em breve o resultado de seu caso e tinha esperança de visitar os filipenses (Filipenses 2:23–24). Tudo isso se encaixa bem numa prisão prolongada, como a de Roma.
Há estudiosos que propõem outros lugares onde a carta pode ter sido escrita, especialmente Cesareia ou Éfeso. Por isso, “por volta de 61 d.C., em Roma” é uma conclusão provável, não uma data comprovada. O que a carta deixa claro é que Paulo a escreveu enquanto estava preso. E é nesse contexto que seu incentivo à alegria ganha força: ele não estava dizendo que a vida era fácil, mas que, mesmo naquela situação, podia confiar em Cristo (Filipenses 1:18–21; 4:4).