Jesus era judeu. Nasceu numa família judia, foi circuncidado conforme a Lei de Moisés e, ainda bebê, foi levado ao templo em Jerusalém (Lucas 2:21-24). Quando adulto, frequentava as sinagogas, participava das festas judaicas e ensinava usando as Escrituras de Israel (Lucas 4:16; João 7:2, 10).
Então por que Jesus discutia tanto com alguns líderes religiosos? Porque ele discordava da maneira como eles ensinavam e praticavam a fé, não porque tivesse deixado de ser judeu. Jesus criticou, por exemplo, líderes que davam mais importância às suas tradições do que aos mandamentos de Deus (Marcos 7:8-13). Ao mesmo tempo, afirmou que não tinha vindo abolir a Lei e os Profetas, mas cumpri-los (Mateus 5:17).
No sentido histórico, Jesus não era cristão. Esse nome passou a ser usado depois para identificar seus seguidores (Atos 11:26). Jesus era o Cristo — palavra que significa “Messias”, o rei prometido nas Escrituras de Israel. Seus primeiros discípulos também eram judeus e passaram a crer que ele era esse Messias.
A fé cristã nasceu dessa convicção: Jesus morreu e ressuscitou, e por meio dele Deus oferece perdão e uma nova aliança (Lucas 22:20; 1 Coríntios 15:3-4). Com o tempo, pessoas de outros povos também passaram a segui-lo, sem precisar se tornar judias primeiro (Atos 15:7-11, 19-20).
Portanto, a resposta é simples: a religião de Jesus era o judaísmo. Entender isso ajuda a perceber que sua vida e seus ensinamentos não apareceram separados da história de Israel. Foi dentro dessa história que ele viveu e anunciou o cumprimento das promessas de Deus.