As *setenta resoluções* são compromissos pessoais que Jonathan Edwards escreveu quando era jovem, no início do século XVIII. Ele queria usá-las pra examinar sua maneira de viver e crescer como cristão. Não são setenta mandamentos da Bíblia, nem regras que todo cristão precisa adotar. São decisões de um homem que desejava levar sua fé a sério.
Edwards começou reconhecendo algo importante: não conseguiria cumprir esses compromissos sem a ajuda de Deus. Também planejou relê-los toda semana. Isso mostra que ele não queria apenas escrever bons propósitos e esquecê-los; queria voltar a eles e avaliar sua vida.
A primeira resolução dá o sentido das demais. Edwards decidiu fazer aquilo que entendesse ser mais agradável a Deus, melhor pra sua própria vida e mais útil pras outras pessoas, mesmo quando fosse difícil. Depois, tratou de atitudes bem concretas. Entre seus compromissos estavam aproveitar bem o tempo, ter moderação ao comer e beber, não agir por vingança, não falar mal dos outros, tratar as pessoas com amor, estudar a Bíblia com frequência e examinar regularmente seus pecados e suas negligências.
Essas decisões se relacionam com ensinos bíblicos: fazer as coisas pra glória de Deus (1 Coríntios 10:31), cuidar da maneira como se fala com os outros (Efésios 4:29-32) e crescer no conhecimento das Escrituras (2 Timóteo 3:14-17). Ao mesmo tempo, a Bíblia não exige que alguém escreva resoluções ou siga a rotina de Edwards. O valor do exemplo dele está em mostrar uma fé que alcança as escolhas de cada dia — acompanhada da consciência de que é preciso depender de Deus.
Uma ressalva importante: o artigo de referência apresenta apenas algumas resoluções, não as setenta. Por isso, não seria honesto completar uma lista numerada a partir dele e apresentar frases reconstruídas como se fossem as palavras de Edwards. Para saber *quais são as setenta, uma por uma*, é necessário consultar uma edição do texto integral de suas *Resolutions*.