Jesus fazia milagres pra ajudar pessoas de verdade e mostrar quem ele era. Quando curava um doente ou libertava alguém atormentado, não estava apenas demonstrando poder: estava cuidando daquela pessoa. E, ao mesmo tempo, suas ações davam motivos pra levar a sério sua mensagem sobre o reino de Deus.
Isso fica claro quando Jesus libertou um homem dominado por um demônio. Ele explicou que aquela libertação mostrava que o reino de Deus havia chegado até as pessoas (Mateus 12:28). Em outras palavras, Deus estava agindo por meio de Jesus pra enfrentar o mal e começar a restaurar vidas.
Os milagres também ajudavam as pessoas a reconhecer Jesus como o Messias prometido. Quando João Batista quis confirmar se Jesus era aquele que Deus havia enviado, Jesus chamou a atenção pros acontecimentos que podiam ser vistos: cegos enxergavam, pessoas com dificuldade pra andar caminhavam, doentes eram curados e os pobres ouviam as boas notícias (Mateus 11:2-5). Essas ações combinavam com o que os profetas haviam anunciado sobre a obra de Deus (Isaías 35:5-6; 61:1).
Alguns milagres mostravam ainda mais claramente a autoridade de Jesus. Certa vez, antes de curar um homem paralítico, ele anunciou que os pecados daquele homem estavam perdoados. Alguns presentes questionaram como ele podia dizer isso, pois perdoar pecados é autoridade de Deus. Então Jesus curou o homem diante deles, mostrando que sua palavra sobre o perdão não era vazia (Marcos 2:1-12). A cura podia ser vista por todos; o perdão, não. Uma ajudou as pessoas a entender a outra.
Mas seria um erro pensar que Jesus via os doentes apenas como oportunidades pra provar sua identidade. Os Evangelhos dizem que ele se compadecia das pessoas e as curava (Mateus 14:14). A necessidade delas importava pra ele. Também seria um erro pensar que o objetivo era simplesmente impressionar a multidão. Em João 6, depois de alimentar milhares de pessoas, Jesus ensinou que elas precisavam de algo maior do que mais comida: precisavam confiar nele pra receber a vida que Deus oferece (João 6:26-35).
Por isso, João chama muitos desses milagres de sinais. Um sinal não serve só pra chamar a atenção; ele aponta pra algo que precisamos entender. João explica que registrou sinais de Jesus pra que seus leitores cressem que ele é o Cristo, o Filho de Deus, e, crendo, tivessem vida nele (João 20:30-31).
Então, os milagres de Jesus tinham propósitos que andavam juntos: aliviar o sofrimento, mostrar que o reino de Deus havia chegado, revelar quem Jesus é e convidar as pessoas a confiar nele. Eles não eram apenas demonstrações de poder. Mostravam o poder de Deus agindo com compaixão e confirmavam a mensagem de salvação que Jesus anunciava.