Progressivismo é um nome usado pra ideias e movimentos que defendem mudanças na sociedade. Em geral, quem se identifica como progressista entende que certas formas de pensar, leis ou costumes precisam mudar pra que a vida das pessoas melhore. Mas a palavra é ampla: ela pode se referir à política, a questões sociais ou a propostas de mudança dentro das igrejas. Por isso, antes de dizer se algo é bom ou ruim, precisamos saber qual mudança está sendo proposta e por quê.
A Bíblia não ensina que manter tudo como está seja sempre correto. Uma injustiça pode ser antiga e continuar sendo injustiça. Cuidar de quem sofre, tratar as pessoas com justiça e corrigir abusos são preocupações que combinam com o ensino bíblico (Miqueias 6:8; Tiago 1:27). Também não há nada de errado em aprender mais, desenvolver tratamentos médicos ou encontrar maneiras melhores de ajudar as pessoas.
Ao mesmo tempo, a Bíblia não ensina que toda mudança seja progresso. Podemos avançar em conhecimento e tecnologia sem nos tornar mais honestos ou mais generosos. E uma ideia não se torna certa apenas por ser nova, assim como não se torna certa apenas por ser antiga. O cristão precisa examinar o que ela defende, que resultados busca e se está de acordo com o que Deus ensina (Romanos 12:2; 1 Tessalonicenses 5:21).
Essa distinção é especialmente importante quando se fala em progressivismo religioso. Algumas mudanças na igreja dizem respeito à maneira de comunicar a mensagem ou de cuidar das pessoas. Essas práticas podem melhorar sem que a fé cristã seja abandonada. Outra coisa é mudar o conteúdo do ensino bíblico apenas porque ele contraria as opiniões de determinada época. Nesse caso, a pergunta principal não é se a proposta parece moderna, mas se ela é fiel às Escrituras (2 Timóteo 3:16-17).
Gênesis mostra por que não devemos confiar cegamente na ideia de que a humanidade sempre caminha pra melhor. Fomos criados à imagem de Deus e temos capacidade de aprender e realizar coisas boas (Gênesis 1:27). Mas também somos capazes de usar essa capacidade com orgulho e desobediência. Em Babel, por exemplo, o problema não era construir uma cidade ou desenvolver uma técnica de construção; era a atitude das pessoas diante de Deus e o propósito que tinham ao agir juntas (Gênesis 11:1-9).
Então, o progressivismo não deve ser aceito nem rejeitado como um pacote único. Uma proposta de mudança pode corrigir um mal real; outra pode chamar de avanço algo que contraria a vontade de Deus. Pro cristão, a medida não é simplesmente o quanto uma ideia é nova ou antiga. É se ela promove o bem de maneira justa e permanece fiel à verdade que Deus revelou.