A mensagem principal é esta: Deus chama as pessoas a abandonar o pecado e voltar pra ele. Ele leva a injustiça a sério, mas oferece perdão e promete um futuro de restauração. Essa mensagem vale tanto pro povo de Israel quanto pras outras nações que aparecem nesses livros.
Os Profetas Menores são os doze livros que vão de Oséias a Malaquias. Eles foram escritos em épocas diferentes, e cada profeta tratou de problemas concretos do seu tempo. “Menores” quer dizer apenas que seus livros são mais curtos que os de profetas como Isaías e Jeremias. Não quer dizer que sua mensagem seja menos importante.
Uma coisa que esses profetas deixam muito clara é que não bastava o povo dizer que pertencia a Deus e continuar vivendo como se isso não fizesse diferença. Amós, por exemplo, denunciou pessoas que praticavam atos religiosos, mas oprimiam os pobres e tratavam os outros com desonestidade (Amós 5:21-24; 8:4-6). Oséias mostrou que a infidelidade a Deus não era só um erro de comportamento: o povo havia deixado de amá-lo e de confiar nele (Oséias 6:6). Miquéias resumiu o tipo de vida que Deus esperava: praticar a justiça, amar a misericórdia e andar humildemente com ele (Miquéias 6:8).
Por isso, os avisos de julgamento são tão fortes nesses livros. Deus não ignora o mal, seja cometido por Israel, seja cometido por outras nações. Os profetas muitas vezes chamam o momento em que Deus age para julgar de “dia do Senhor”. Em algumas passagens, esse aviso dizia respeito a acontecimentos que atingiriam o povo na própria história. Em outras, aponta pra uma intervenção futura de Deus, quando ele fará justiça de maneira definitiva (Joel 2:1-11; Amós 5:18-20; Sofonias 1:14-18).
Mas os Profetas Menores não anunciam só julgamento. Eles também insistem que Deus chama as pessoas ao arrependimento porque é misericordioso. Em Joel, o povo é convidado a voltar pra Deus de coração, em vez de apenas demonstrar tristeza por fora (Joel 2:12-13). O livro de Jonas mostra a misericórdia de Deus alcançando até Nínive, uma cidade estrangeira, quando seus moradores se arrependem (Jonas 3–4). E Oséias termina com um convite pra Israel voltar ao Senhor e receber sua cura e seu cuidado (Oséias 14:1-4).
Há ainda uma esperança que vai além de uma melhora passageira na vida do povo. Os profetas falam de Deus reunindo e restaurando seu povo, derramando seu Espírito e trazendo um governo justo (Joel 2:28-32; Miquéias 4:1-4; Zacarias 9:9). Os cristãos entendem essa esperança à luz de Jesus Cristo. O Novo Testamento identifica nele o rei esperado, aplica a ele a profecia de Miquéias sobre Belém e vê no derramamento do Espírito anunciado por Joel algo que começou a se cumprir no Pentecostes (Mateus 2:4-6; 21:4-5; Atos 2:16-21).
Então, se fosse pra guardar uma ideia dos doze livros, seria esta: Deus quer mais do que palavras religiosas. Ele chama as pessoas a confiar nele, abandonar a injustiça e viver de acordo com a sua vontade. Seus avisos mostram que o pecado tem consequências; suas promessas mostram que ele continua disposto a perdoar e restaurar quem volta pra ele.