Priscila e Áquila eram um casal que trabalhou ao lado do apóstolo Paulo e ajudou outras pessoas a conhecer melhor a mensagem de Jesus. A Bíblia não conta tudo sobre a vida deles, mas mostra algo bonito: eles usavam o trabalho, a casa e o conhecimento que tinham pra servir à igreja.
Áquila era judeu e tinha vindo da região do Ponto. Ele e Priscila chegaram a Corinto depois que o imperador Cláudio ordenou que os judeus saíssem de Roma. Foi ali que conheceram Paulo. Como tinham o mesmo ofício — faziam tendas —, Paulo ficou com eles e trabalhou ao lado deles enquanto anunciava o evangelho na cidade (Atos 18:1-4). O texto não diz quando o casal passou a crer em Jesus, nem afirma que a ordem de expulsão aconteceu por causa da fé deles.
Mais tarde, os três viajaram pra Éfeso. Paulo seguiu viagem, mas Priscila e Áquila ficaram. Foi nessa cidade que conheceram Apolo, um homem que conhecia bem as Escrituras e falava sobre Jesus, mas ainda precisava entender melhor alguns pontos. Em vez de constrangê-lo diante de todos, o casal o chamou e lhe explicou com mais precisão o caminho de Deus (Atos 18:24-26). A Bíblia não especifica tudo o que Apolo ainda não sabia; por isso, não precisamos tentar completar essa parte da história. O que fica claro é que Priscila e Áquila souberam ensinar com cuidado e respeito.
A casa deles também serviu como lugar de reunião para cristãos. Paulo menciona uma igreja que se reunia na casa do casal quando eles estavam na região de Éfeso e, depois, quando estavam em Roma (1 Coríntios 16:19; Romanos 16:3-5). Ao escrever aos cristãos de Roma, Paulo os chama de seus colaboradores em Cristo Jesus e diz que eles arriscaram a vida por ele (Romanos 16:3-4). Não sabemos em que ocasião isso aconteceu, mas sabemos o quanto Paulo era grato. Anos depois, ele ainda manda saudações aos dois em sua carta a Timóteo (2 Timóteo 4:19).
Então, quem eram Priscila e Áquila? Eram trabalhadores comuns que se tornaram colaboradores importantes na vida da igreja. Eles acolheram Paulo, ajudaram Apolo a aprender e abriram sua casa pra outros cristãos. Sua história mostra que servir a Jesus não depende de ter uma posição de destaque: também acontece no trabalho, numa conversa atenciosa e na disposição de receber pessoas em casa.