Existiu uma organização com esse nome, mas não a antiga sociedade secreta apresentada em *O Código Da Vinci*. O grupo ligado a essa história foi fundado na França em 1956. A ideia de que ele existia desde a Idade Média e guardava um segredo sobre Jesus não tem base histórica confiável.
No romance de Dan Brown, o Priorado de Sião teria sido fundado em 1099. Sua missão seria proteger a suposta descendência de Jesus e Maria Madalena. Personagens famosos, como Leonardo da Vinci e Isaac Newton, também aparecem na história como membros da sociedade. Isso funciona como enredo de ficção, mas não como relato comprovado do passado.
De onde, então, veio a aparência de que a história era verdadeira? Pierre Plantard, ligado à criação do grupo em 1956, promoveu a ideia de que o Priorado tinha uma origem muito mais antiga. Documentos usados pra sustentar essa versão, incluindo listas de supostos membros ilustres, foram identificados como falsificações. Por isso, eles não servem como prova de uma sociedade medieval.
Quanto a Jesus e Maria Madalena, é importante separar o que sabemos do que foi imaginado. Os Evangelhos apresentam Maria Madalena como seguidora de Jesus e testemunha de sua ressurreição, mas não dizem que ela era sua esposa nem que os dois tiveram filhos (Lucas 8:1-3; João 20:11-18). A Bíblia também não traz uma frase dizendo expressamente que Jesus nunca se casou. Ainda assim, não há fundamento nos relatos bíblicos pra afirmar que houve esse casamento, uma descendência ou um segredo que a igreja tentou esconder.
Então, a resposta é simples: o Priorado de Sião moderno existiu; o Priorado medieval descrito em *O Código Da Vinci* não foi comprovado. E as alegações sobre um casamento e filhos de Jesus não se tornam fatos históricos por fazerem parte dessa história.