Estar na presença de Deus pode significar coisas diferentes. Deus está em todo lugar, então ninguém fica fora do alcance dele (Salmo 139:7-10). Mas, quando um cristão fala em “estar na presença de Deus”, geralmente quer dizer algo mais pessoal: viver perto dele, com acesso a ele e em comunhão com ele.
A Bíblia mostra que o pecado prejudicou essa comunhão. Depois de desobedecerem a Deus, Adão e Eva se esconderam dele (Gênesis 3:8-10). O problema não era que Deus tivesse deixado de estar ali. O pecado havia mudado a relação deles com Deus. É por isso que a resposta cristã a essa pergunta passa por Jesus: por meio dele, podemos nos aproximar de Deus com confiança e receber seu perdão (Hebreus 10:19-22).
Quem crê em Jesus também recebe o Espírito Santo. Jesus prometeu que o Espírito estaria com seus discípulos e neles (João 14:16-17). Isso não significa que Deus passa a ocupar um lugar físico dentro da pessoa. Significa que ele age em sua vida, ajuda-a a conhecer sua vontade e a viver como filha dele.
Há ainda uma diferença importante entre a presença de Deus e a sensação dessa presença. Uma pessoa pode orar e sentir muita paz. Em outro dia, pode orar e não sentir nada parecido. A falta dessa sensação, por si só, não prova que Deus a abandonou. Nossa vida com ele não depende de conseguirmos sentir sua presença o tempo todo. Ao mesmo tempo, nossos pecados não são indiferentes: eles entristecem o Espírito e prejudicam nossa comunhão com Deus (Efésios 4:30). Por isso, quando pecamos, o caminho é reconhecer o erro e buscar o perdão de Deus, não nos esconder dele (1 João 1:9).
Estar na presença de Deus, portanto, não é viver numa emoção constante. É poder se aproximar dele por meio de Jesus, falar com ele, ouvir sua Palavra e aprender a confiar nele. Essa comunhão pode trazer alegria mesmo em tempos difíceis, sem exigir que a pessoa se sinta alegre a todo momento (Tiago 1:2-4).
E a Bíblia aponta pra algo ainda maior: hoje nos relacionamos com Deus pela fé; um dia, ele estará com seu povo de um modo pleno, sem o pecado e a dor que ainda marcam nossa vida (Apocalipse 21:3-4; 22:4).