A Igreja Presbiteriana faz parte do cristianismo protestante. O nome vem de presbítero, palavra usada no Novo Testamento pra falar de líderes da igreja (Atos 14:23; Tito 1:5). A diferença mais fácil de perceber é esta: numa igreja presbiteriana, o pastor não toma sozinho as decisões sobre a congregação. Ele trabalha com outros presbíteros, e as igrejas de uma região também se reúnem pra tratar de assuntos que dizem respeito a todas elas.
Mas “presbiteriana” não descreve apenas um jeito de organizar a igreja. Historicamente, os presbiterianos fazem parte da tradição reformada, que ganhou força na Escócia no século 16, especialmente com a atuação de John Knox. Essa tradição procura organizar a fé e a vida da igreja de acordo com a Bíblia e costuma usar confissões de fé — como a Confissão de Fé de Westminster — pra explicar o que entende que a Bíblia ensina. Essas confissões são importantes pros presbiterianos, mas não ocupam o lugar das Escrituras.
No centro da fé presbiteriana histórica estão ensinamentos compartilhados por muitos outros cristãos: Deus é santo; nós pecamos e precisamos de perdão; Jesus Cristo morreu e ressuscitou; e a salvação é recebida pela graça de Deus, por meio da fé nele, não como recompensa por boas obras (Romanos 3:23-24; Efésios 2:8-10; 1 Coríntios 15:3-4).
Os presbiterianos também dão bastante atenção à soberania de Deus. Ao falar da salvação, a tradição reformada destaca que ela começa com a iniciativa e a graça de Deus, e não com a capacidade humana de merecê-la. Passagens como Efésios 1:3-5 e Romanos 8:29-30 são importantes nessa explicação. Outros cristãos que também reconhecem a autoridade da Bíblia entendem de outra maneira a relação entre a escolha de Deus e a resposta humana. É uma diferença real, mas não muda a afirmação central de que ninguém se salva sem Cristo.
Outra característica conhecida é o batismo de crianças filhas de cristãos. Na compreensão presbiteriana, elas fazem parte da comunidade da aliança e, por isso, podem receber o sinal do batismo. Isso não significa que o batismo salve a criança automaticamente: ela ainda precisa crer em Cristo. Igrejas batistas, por exemplo, concordam com essa necessidade de fé, mas entendem que o batismo deve acontecer somente depois de uma profissão pessoal de fé. A diferença está em como cada tradição entende o batismo e a relação das crianças com a igreja.
Quanto à liderança, os presbiterianos veem fundamento bíblico no fato de as primeiras igrejas terem presbíteros e de seus líderes tratarem juntos de questões importantes (Atos 15; 14:23). A forma detalhada de organizar presbíteros, reuniões regionais e assembleias, porém, é uma aplicação desses princípios, não um modelo descrito passo a passo na Bíblia.
Por fim, nem todas as igrejas com o nome presbiteriano ensinam exatamente a mesma coisa. Há denominações e congregações com diferenças importantes sobre a autoridade da Bíblia, a interpretação de certas passagens e a vida da igreja. Por isso, se a pergunta é sobre uma igreja presbiteriana específica, vale conhecer o que ela ensina e comparar esse ensino com as Escrituras (Atos 17:11).
Em resumo, uma igreja presbiteriana é, historicamente, uma igreja protestante da tradição reformada, conduzida por presbíteros. Pra entender uma congregação em particular, porém, o nome na placa é só o começo: o mais importante é saber o que ela ensina sobre a Bíblia, sobre Jesus e sobre a salvação.