Pedro disse isso a um homem que não conseguia andar desde o nascimento. Todos os dias, levavam esse homem até uma entrada do templo, onde ele pedia esmolas. Ao ver Pedro e João, ele esperava receber dinheiro. Pedro respondeu que não tinha prata nem ouro pra lhe dar, mas podia lhe oferecer algo que o homem não esperava: em nome de Jesus Cristo, ele lhe disse que andasse. Pedro o ajudou a se levantar, e o homem começou a andar e a louvar a Deus (Atos 3:1-9).
O ponto mais importante é que a cura não veio de Pedro. Logo depois, quando as pessoas se admiraram com o que tinha acontecido, Pedro perguntou por que olhavam pra ele e pra João como se tivessem feito aquele homem andar por poder próprio. Então explicou que a cura tinha acontecido por meio de Jesus (Atos 3:12-16). Assim, “o que tenho, isso te dou” não queria dizer que Pedro possuía um poder independente. Ele estava agindo como apóstolo de Cristo, confiando no poder de Jesus.
Também vale notar o que Pedro *não* estava dizendo. Ele não ensinou que dar dinheiro a quem precisa é inútil, nem que todo cristão deve esperar fazer uma cura como aquela. O homem pediu uma ajuda real, e Pedro reconheceu que não tinha dinheiro pra oferecer naquele momento. A cura foi uma ação extraordinária de Deus, que também deu a Pedro a oportunidade de anunciar Jesus às pessoas reunidas ali (Atos 3:11-26).
Então o sentido da frase é simples: Pedro não podia dar ao homem a esmola que ele pediu, mas, em nome de Jesus, pôde lhe oferecer a cura. A passagem nos ensina a reconhecer que é Jesus quem tem poder e a não desprezar o que podemos fazer pelo bem de alguém, mesmo quando não temos dinheiro. Isso pode incluir ajuda material, quando ela está ao nosso alcance, e também oração, cuidado e palavras de esperança.