Pastor Antônio Junior

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O que é o pragmatismo? A Bíblia é contra fazer o que funciona?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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Pragmatismo é uma maneira de pensar que dá muita importância aos resultados práticos de uma ideia. Em vez de perguntar apenas “Isso parece correto?”, o pragmático também pergunta: “Que diferença isso faz na vida real? Funciona?”

Essa pergunta pode ser útil. Se alguém propõe um jeito novo de distribuir alimentos a famílias necessitadas, faz sentido observar se os alimentos chegam a quem precisa. O problema começa quando “funciona” passa a ser o *único* critério pra decidir o que é verdadeiro ou certo. Uma ideia pode produzir o resultado que desejamos e, ainda assim, estar errada. E uma atitude certa pode trazer dificuldades em vez de vantagens imediatas.

Imagine alguém que mente pra escapar de uma punição. A mentira pode “funcionar” naquele momento. Mas isso não a torna verdadeira nem correta. Além disso, a pessoa talvez ainda não saiba quais serão as consequências depois. Por isso, antes de dizer que algo funciona, precisamos perguntar: funciona pra quem, com qual objetivo e por quanto tempo?

É importante fazer uma distinção. O pragmatismo, como filosofia, tem diferentes formas; não é justo dizer que todo pragmático acredita simplesmente que “qualquer coisa que dê certo é verdadeira”. Observar resultados pode ajudar a avaliar uma ideia. O que os resultados não podem fazer, sozinhos, é provar toda afirmação ou definir o bem e o mal.

Pra quem segue a Bíblia, essa diferença é essencial. Provérbios 14:12 adverte que um caminho pode parecer certo a uma pessoa e terminar mal. Jesus também ensinou que ganhar vantagens não compensa perder aquilo que tem valor diante de Deus (Marcos 8:36). Assim, o cristão não precisa ignorar as consequências de suas escolhas. Mas também não pode decidir o que é certo apenas pelo benefício que espera receber.

Então, a resposta é: buscar soluções práticas não é contrário à fé cristã. O erro é colocar os resultados acima da verdade e da vontade de Deus. Uma decisão pode parecer eficaz hoje e ainda ser injusta, desonesta ou prejudicial. Por isso, a pergunta “Isso funciona?” é boa — desde que venha acompanhada de outra: “Isso é verdadeiro e correto diante de Deus?”