Um poste de Aserá era um objeto ligado ao culto de Aserá, uma divindade adorada pelos povos de Canaã. A Bíblia fala desses postes como coisas que podiam ser erguidas, cortadas e queimadas. Por isso, entende-se que eram feitos de madeira. Não sabemos ao certo como eram todos eles: poderiam ser postes trabalhados ou árvores usadas como símbolos religiosos.
O ponto principal é que não eram simples enfeites. Faziam parte da adoração a outros deuses. Quando Israel se preparava pra viver em Canaã, Deus ordenou que o povo destruísse esses objetos, em vez de adotar as práticas religiosas dos povos daquela terra (Êxodo 34:12-13; Deuteronômio 7:5). Também proibiu que os israelitas plantassem uma árvore usada como poste sagrado junto ao altar dedicado a ele (Deuteronômio 16:21).
Essa ordem ajuda a entender uma cena da vida de Gideão. Deus mandou que ele derrubasse o altar de Baal que pertencia a seu pai e cortasse o poste de Aserá que estava ao lado. Gideão fez isso durante a noite, porque tinha medo da reação da família e dos moradores da cidade (Juízes 6:25-27). O episódio mostra que aquela adoração não era apenas uma prática distante, de outros povos; ela já tinha entrado na vida de famílias israelitas.
Mais tarde, alguns reis voltaram a erguer postes de Aserá, enquanto outros os destruíram. Manassés chegou a colocar uma imagem de Aserá dentro do templo em Jerusalém; anos depois, o rei Josias a retirou e destruiu (2 Reis 21:7; 23:6).
Às vezes, Aserá é confundida com Astarte, mas os nomes não devem ser tratados automaticamente como se fossem da mesma deusa. Pra entender as passagens bíblicas, basta guardar a distinção essencial: Aserá era a divindade; o poste de Aserá era um objeto usado em sua adoração. A preocupação da Bíblia era que o povo de Deus não misturasse a adoração ao Senhor com o culto a outros deuses.