Sim. Buscar pornografia pra sentir prazer sexual é pecado. A Bíblia não fala de sites ou vídeos pornográficos, mas fala claramente sobre o desejo que uma pessoa escolhe alimentar e sobre a maneira como ela deve tratar os outros.
Jesus ensinou que o pecado sexual não começa apenas quando alguém pratica um ato. Ele também falou de olhar pra uma pessoa com a intenção de desejá-la sexualmente (Mateus 5:27-28). É justamente isso que a pornografia convida o espectador a fazer: procurar imagens de pessoas pra alimentar esse desejo. Por isso, não basta dizer: “Eu só estou olhando; não fiz nada com ninguém.”
Isso não quer dizer que sentir atração seja pecado, nem que ver uma imagem sexual sem querer seja a mesma coisa que procurar pornografia. Há uma diferença entre algo que aparece diante de nós e a decisão de continuar olhando, buscar mais e usar aquelas imagens pra alimentar a imaginação. O ponto está no que escolhemos fazer com o desejo.
A Bíblia apresenta a sexualidade como algo bom, que deve ser vivido com respeito e fidelidade. A pornografia, ao contrário, nos acostuma a olhar pra pessoas como meio de obter prazer, sem a relação de amor e compromisso que Deus deseja pra vida sexual (1 Tessalonicenses 4:3-5). E, embora nem toda pessoa que a veja desenvolva uma compulsão, o hábito pode se tornar difícil de controlar. Paulo lembra que não devemos nos deixar dominar por nada (1 Coríntios 6:12).
Se você está lutando com isso, não precisa fingir que não há problema, mas também não precisa concluir que não existe esperança pra você. Fale com Deus com sinceridade. A Bíblia ensina que podemos confessar nossos pecados e receber seu perdão (1 João 1:9). Depois, tome medidas concretas: evite os caminhos que costumam levar você à pornografia, use bloqueios se isso ajudar e converse com uma pessoa cristã madura e confiável, que possa ouvir você sem desprezo e ajudar a acompanhar sua caminhada. Se o hábito estiver fora de controle, buscar ajuda profissional também pode ser importante.
A resposta bíblica, portanto, não é tratar a pornografia como algo inofensivo, nem tratar quem luta contra ela como alguém sem saída. É reconhecer o pecado, buscar o perdão de Deus e aprender, com ajuda e atitudes práticas, a viver de outro modo.