Significa que, por meio do sofrimento e da morte de Jesus, podemos ser perdoados e voltar a viver em paz com Deus. As “feridas” falam do sofrimento que ele recebeu; a “cura” fala, principalmente, do que ele fez por nós ao carregar nossos pecados.
Isaías explica a ideia em Isaías 53:5. O profeta fala das nossas transgressões — as vezes em que desobedecemos a Deus — e diz que o castigo caiu sobre alguém que sofreu em nosso lugar. Por isso, a cura mencionada ali não é apenas o alívio de uma dor. O problema tratado no versículo é o pecado, e o resultado é a paz com Deus.
Pedro retoma essa passagem ao falar de Jesus. Ele diz que Cristo levou nossos pecados quando morreu na cruz, pra que deixemos de viver no pecado e passemos a viver de modo justo. Logo depois, Pedro afirma que fomos curados pelas feridas dele (1 Pedro 2:24). A ligação é clara: Jesus sofreu por nossos pecados pra nos dar uma vida nova. Isso não quer dizer que o sofrimento físico, por si só, tenha algum poder especial. O que nos salva é o próprio Jesus, que se entregou por nós.
Mas será que a frase também promete a cura de toda doença agora? Não. Jesus realmente curou pessoas doentes. Mateus até relaciona essas curas a outra parte da profecia de Isaías, que fala das nossas enfermidades (Mateus 8:16-17; Isaías 53:4). Essas curas mostram que Jesus se importa com o sofrimento do corpo. Ainda assim, quando Pedro explica a frase “pelas suas feridas fomos curados”, ele fala diretamente de pecado e de uma nova maneira de viver, não de uma garantia de saúde nesta vida.
Podemos, sim, pedir a Deus que cure quem está doente. Mas uma pessoa que continua doente não deve concluir que lhe falta fé ou que Jesus não fez o suficiente por ela. A Bíblia aponta pra um futuro em que Deus acabará de vez com a morte, a dor e o sofrimento (Apocalipse 21:4). Até lá, a promessa central dessa frase já pode ser recebida: por causa de Jesus, nossos pecados podem ser perdoados e podemos viver em paz com Deus.