A Bíblia não explica por que Jesus precisava permanecer morto por exatamente esse período. O que ela deixa claro é que ele morreu de verdade, foi sepultado e ressuscitou no terceiro dia, como havia anunciado. Esse intervalo faz parte do anúncio central da fé cristã (1 Coríntios 15:3-4).
Jesus falou mais de uma vez que seria morto e ressuscitaria no terceiro dia (Mateus 16:21; 17:22-23). Ele também usou a experiência de Jonas para falar do tempo que passaria antes de sua ressurreição (Mateus 12:40). Portanto, o terceiro dia importa, antes de tudo, porque foi assim que Jesus disse que aconteceria.
Esse tempo também ajuda a entender que a ressurreição não foi apenas a recuperação de alguém que tinha desmaiado. Jesus morreu, e seu corpo foi colocado num túmulo. Quando as mulheres chegaram lá no primeiro dia da semana, encontraram o túmulo vazio; depois, os discípulos afirmaram tê-lo visto vivo (Lucas 24:1-7, 36-43). A esperança cristã depende disso: não só de que Jesus ensinou sobre a vida, mas de que Deus o ressuscitou após sua morte.
Mas será que “três dias” significa três períodos completos de 24 horas? Não necessariamente. Os relatos situam a morte de Jesus antes do sábado e a descoberta do túmulo vazio no primeiro dia da semana, o domingo (Lucas 23:54–24:1). Na maneira de contar usada naquele contexto, parte de um dia podia ser incluída na contagem. Assim, sexta-feira, sábado e domingo podiam ser chamados de três dias, embora não fossem 72 horas completas.
Às vezes se diz que Jesus esperou três dias porque os judeus acreditavam que a alma permanecia perto do corpo durante esse tempo. A Bíblia, porém, não apresenta essa crença como o motivo da espera. Também é preciso ter cuidado com Oséias 6:2: ali, o profeta fala da restauração do povo de Deus “ao terceiro dia”, não anuncia diretamente a data da ressurreição de Jesus.
Em resumo, não precisamos inventar uma razão escondida pra duração exata do intervalo. O que podemos afirmar com segurança é que Jesus realmente morreu, ressuscitou no terceiro dia conforme havia dito, e sua ressurreição é o fundamento da esperança de quem confia nele (1 Coríntios 15:20-22).