Pastor Antônio Junior

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Por que Jesus perguntou: “Por que me chamas de bom?”

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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Jesus não estava dizendo que não era bom. Ele estava levando um homem a pensar no que havia acabado de dizer — e no que significava ser bom diante de Deus.

O homem chegou até Jesus, chamou-o de “Bom Mestre” e perguntou o que precisava fazer pra receber a vida eterna (Marcos 10:17). Jesus respondeu com outra pergunta e afirmou que só Deus é bom (Marcos 10:18). Não era uma recusa da própria bondade: o Novo Testamento apresenta Jesus como alguém sem pecado (Hebreus 4:15). A questão era que o homem precisava pensar com mais cuidado tanto sobre Jesus quanto sobre a bondade que buscava alcançar.

Jesus então mencionou alguns mandamentos. O homem respondeu que os obedecia desde a juventude. Mas, quando Jesus lhe pediu que repartisse seus bens com os pobres e o seguisse, ele foi embora triste, porque tinha muitas riquezas (Marcos 10:19-22). Sua reação mostrou algo que a resposta sobre os mandamentos não mostrava: ele queria a vida eterna, mas não estava disposto a deixar suas riquezas pra seguir Jesus.

Por isso, a conversa não termina com Jesus dizendo que o homem precisava apenas fazer mais uma boa ação. Depois que ele foi embora, Jesus falou da dificuldade de os ricos entrarem no Reino de Deus. Os discípulos perguntaram, então, quem poderia ser salvo. Jesus respondeu que isso é impossível para as pessoas, mas não para Deus (Marcos 10:23-27).

Esse é o ponto mais importante da conversa. O homem perguntou o que *ele* deveria fazer; Jesus mostrou que ninguém consegue garantir a vida eterna por ser bom o suficiente. Precisamos da ação de Deus. Isso combina com o ensino de que somos salvos pela graça, por meio da fé, e não por nossas obras (Efésios 2:8-9).

Alguns entendem também que, ao perguntar por que era chamado de bom, Jesus convidava o homem a pensar em quem ele realmente era. Essa é uma possibilidade, mas o relato não diz expressamente que o homem estava sendo convidado a reconhecer a divindade de Jesus naquele momento. O que fica claro é que Jesus não negou sua própria bondade. Ele levou a conversa além de um tratamento respeitoso e de uma lista de boas ações, até a pergunta decisiva: aquele homem confiaria em Deus a ponto de seguir Jesus?