A Bíblia não diz por que Deus criou os mosquitos especificamente. Mas ela ajuda a entender duas coisas: eles fazem parte de um mundo criado por Deus, e o sofrimento que hoje associamos a eles não é apresentado como o propósito final desse mundo.
Mosquitos não existem apenas pra picar. Eles servem de alimento pra outros animais, e alguns ajudam a polinizar plantas. Além disso, nem todo mosquito se alimenta de sangue: os machos não picam, e há espécies em que as fêmeas também não picam. Isso não diminui o problema. Uma picada pode ser incômoda, e doenças transmitidas por mosquitos, como dengue e malária, podem ser graves. É natural perguntar por que Deus permitiria isso.
Gênesis diz que Deus considerou sua criação muito boa (Gênesis 1:31). Mais tarde, a Bíblia descreve um mundo marcado pelo pecado, pela morte e pelo sofrimento. Paulo diz que toda a criação sofre e aguarda o dia em que será libertada dessa condição (Romanos 8:20-22). Assim, a fé cristã não precisa chamar a doença de algo bom pra afirmar que Deus criou o mundo.
Há, porém, um limite importante no que podemos dizer. A Bíblia não explica como os mosquitos se comportavam no começo, nem afirma que todos se alimentavam exclusivamente de plantas ou que passaram a picar depois do pecado humano. Essas são tentativas de imaginar o que aconteceu, não informações que o texto bíblico nos dá.
Então, a resposta mais honesta é: não sabemos o motivo específico pelo qual Deus criou os mosquitos. Sabemos que eles têm funções na natureza e que o sofrimento causado por doenças faz parte de um mundo que ainda não é como Deus promete que será. A esperança cristã é que Deus acabará com a morte e a dor (Apocalipse 21:4). A Bíblia não diz se haverá mosquitos nesse futuro; diz algo mais importante pra quem sofre hoje: a doença não terá a última palavra.