Em Romanos 13:5, Paulo diz que devemos nos submeter às autoridades não apenas para evitar uma punição, mas também “por causa da consciência”. A diferença é simples: não obedecemos só porque podemos ser multados ou presos. Obedecemos porque queremos fazer o que é certo diante de Deus, mesmo quando ninguém está nos vigiando.
Paulo explica que a autoridade pública tem uma função importante: cuidar da ordem e agir contra o mal (Romanos 13:1-4). Por isso, respeitar as autoridades e cumprir nossas obrigações pode fazer parte da nossa obediência a Deus. Logo depois, Paulo dá um exemplo bem prático: pagar os impostos devidos e tratar as autoridades com o respeito que lhes cabe (Romanos 13:6-7).
Pense numa situação comum: alguém declara corretamente seus impostos mesmo sabendo que poderia esconder uma parte sem ser descoberto. Essa pessoa não está agindo apenas por medo de uma fiscalização. Sua consciência a leva a ser honesta porque entende que isso é certo diante de Deus. É esse tipo de motivação que Paulo destaca.
Mas respeitar o governo não significa concordar com tudo o que ele faz, nem obedecer a uma ordem que contrarie a Deus. Quando as autoridades proibiram os apóstolos de anunciar Jesus, eles continuaram anunciando, porque obedecer a Deus vinha primeiro (Atos 5:27-29). Ainda assim, a atitude normal do cristão não deve ser de desprezo ou rebeldia contra as autoridades. Pedro também orienta os cristãos a respeitá-las, ao mesmo tempo que coloca o temor a Deus em primeiro lugar (1 Pedro 2:13-17).
Assim, obedecer “por causa da consciência” é reconhecer que nossa conduta diante das leis também importa diante de Deus. Procuramos cumprir nossas responsabilidades por convicção, não só para escapar das consequências. E, se uma autoridade exigir algo contrário à vontade de Deus, continuamos responsáveis por agir com fidelidade a ele.