Politeísmo é a crença em vários deuses. Nas antigas religiões grega e romana, por exemplo, diferentes deuses eram associados a diferentes partes da vida e da natureza. Essa é a diferença principal em relação à fé ensinada na Bíblia: há um só Deus verdadeiro.
Talvez a dúvida apareça porque a própria Bíblia fala muitas vezes em “deuses”. No começo dos Dez Mandamentos, Deus proíbe Israel de ter outros deuses (Êxodo 20:3). Isso não quer dizer que ele esteja reconhecendo outros seres iguais a ele. Os povos ao redor de Israel adoravam deuses, e o povo de Israel também era tentado a adorá-los. A ordem trata dessa situação real: Israel não devia dar a ninguém a adoração que pertence ao Senhor.
Em alguns trechos, a Bíblia chama de “deuses” os ídolos feitos pelas pessoas, mas deixa claro que eles não são o Deus que criou todas as coisas (2 Reis 19:17-18; Salmo 96:5). Por isso, encontrar a palavra *deuses* na Bíblia não significa que ela ensine o politeísmo.
A afirmação central das Escrituras é que o Senhor é o único Deus (Deuteronômio 6:4). Paulo mantém essa distinção ao falar com cristãos que viviam entre povos que adoravam muitos deuses: embora muitos sejam chamados de deuses, para os cristãos há um só Deus (1 Coríntios 8:4-6).
Isso também não muda porque os cristãos creem no Pai, no Filho e no Espírito Santo. A Trindade não é a crença em três deuses, mas em um só Deus — Pai, Filho e Espírito Santo. E o fato de uma palavra hebraica usada para Deus ter forma plural não prova, por si só, a doutrina da Trindade.
Então, a resposta é simples: politeísmo é adorar ou crer em vários deuses. A Bíblia reconhece que muitas pessoas fazem isso, mas ensina que só há um Deus verdadeiro, a quem devemos adorar.