A oração tem poder porque Deus ouve e responde, não porque as palavras que usamos tenham algum poder próprio. Quando oramos, levamos nossos pedidos a alguém que pode agir. Mas isso não significa que conseguimos fazer Deus atender a tudo o que queremos.
Jesus ensinou seus discípulos a orar com confiança e a não desistir de orar (Lucas 18:1). Paulo também disse aos cristãos que apresentassem seus pedidos a Deus, junto com ações de graças (Filipenses 4:6). Podemos falar com Deus sobre o que nos preocupa, agradecer pelo que ele já fez e pedir a ajuda de que precisamos.
Deus pode responder mudando uma situação. Em Atos 12, Pedro estava preso, e a igreja orava por ele. Deus o libertou. O relato traz um detalhe interessante: quando Pedro chegou à casa onde os cristãos estavam reunidos, eles custaram a acreditar que era mesmo ele. Sua surpresa não impediu Deus de agir. Por isso, não precisamos achar que a oração só será ouvida se nunca tivermos dúvidas.
Ao mesmo tempo, orar não é controlar o resultado. O apóstolo Paulo pediu três vezes que Deus o livrasse de um sofrimento, mas não recebeu o livramento que desejava. Deus lhe respondeu prometendo a graça necessária pra suportá-lo (2 Coríntios 12:7-10). Isso mostra que uma resposta diferente do que pedimos não significa, por si só, que Deus não ouviu.
Jesus nos ensinou a pedir que a vontade de Deus seja feita (Mateus 6:10). Podemos, portanto, apresentar nossos desejos com sinceridade e confiar que ele sabe o que é melhor, mesmo quando não entendemos sua resposta ou precisamos esperar. A posição do corpo ou uma frase repetida muitas vezes não tornam a oração mais eficaz. O que importa é a quem estamos falando.
Esse é o poder da oração: podemos levar a Deus aquilo que não conseguimos resolver sozinhos, certos de que ele nos ouve e é capaz de agir. Ele pode nos dar o que pedimos, pode nos fazer esperar ou pode nos ajudar de outra maneira. Em todos esses casos, o poder é dele, não da oração em si.