Plantar uma igreja é começar uma nova comunidade de cristãos em um lugar onde ela ainda não existe. Não é simplesmente abrir um prédio ou marcar reuniões. A ideia é anunciar Jesus, ajudar as pessoas que passam a crer nele a conhecer e praticar seus ensinamentos e formar uma comunidade que se reúne, cuida uns dos outros e segue a orientação da Bíblia.
O livro de Atos mostra esse processo na prática. Paulo e Barnabé anunciavam o evangelho, ensinavam os novos discípulos e, nas igrejas que surgiam, designavam líderes pra cuidar deles (Atos 14:21-23). Eles também voltavam a visitar essas comunidades pra fortalecê-las na fé (Atos 15:36, 41). Ou seja, o trabalho não terminava quando alguém se convertia: era preciso ajudar os novos cristãos a viver juntos como igreja.
Por isso, plantar uma igreja envolve mais do que evangelizar, embora tudo comece com o anúncio de Cristo. Com o tempo, aquela comunidade precisa aprender a adorar a Deus, ensinar a Palavra, orar, cuidar das pessoas e reconhecer líderes preparados pra servi-la. Encontrar um local de reunião, organizar questões práticas e registrar suas crenças pode ajudar, mas nada disso, por si só, faz de um grupo uma igreja. Os primeiros cristãos, por exemplo, também se reuniam em casas (Romanos 16:5).
Quem começa esse trabalho pode receber o nome de *plantador de igrejas*. Seu objetivo não é manter a nova comunidade dependente dele pra sempre. É ajudá-la a amadurecer, para que seus próprios líderes possam cuidar dela e para que ela também anuncie o evangelho a outras pessoas. Foi assim que a igreja de Antioquia enviou Barnabé e Paulo pra servir em outros lugares (Atos 13:1-3).
Em poucas palavras, plantar uma igreja é ajudar a formar uma comunidade de discípulos de Jesus que aprenda a viver como igreja e possa continuar sua missão naquele lugar.