Os últimos acontecimentos da vida de Jesus na terra incluem sua despedida dos discípulos, sua prisão e morte, sua ressurreição e, por fim, sua ascensão ao céu. São acontecimentos ligados entre si: Jesus morreu pelos nossos pecados, ressuscitou e confiou aos seus seguidores a tarefa de anunciar essa notícia.
A última ceia. Na noite antes de morrer, Jesus comeu com os discípulos. Eles chegaram a discutir sobre quem era o maior entre eles, mas Jesus mostrou que a grandeza, entre seus seguidores, aparece no serviço aos outros. Ele lavou os pés dos discípulos, uma tarefa que normalmente ninguém desejaria fazer, e disse que eles deveriam seguir seu exemplo (Lucas 22:24-27; João 13:1-17).
Durante a refeição, Jesus anunciou que um deles o trairia. Também tomou o pão e o cálice e os relacionou com seu corpo, que seria entregue, e seu sangue, que seria derramado. Por isso, os cristãos celebram a Ceia do Senhor: para se lembrar de sua morte e do que ela significa. Naquela noite, Jesus ainda ensinou os discípulos a amar uns aos outros (Lucas 22:19-20; João 13:21-35; 1 Coríntios 11:23-26).
A oração e a prisão. Depois da ceia, Jesus foi com os discípulos ao Getsêmani. Ali, orou em profunda angústia diante do sofrimento que estava próximo. Pediu ao Pai que, se fosse possível, o poupasse daquilo, mas deixou claro que faria a vontade dele. Os discípulos, que Jesus havia pedido que vigiassem e orassem, acabaram dormindo. Então Judas chegou com os homens que foram prender Jesus e o identificou com um beijo (Mateus 26:36-56; Lucas 22:39-54).
A crucificação e o sepultamento. Jesus foi interrogado, levado às autoridades romanas e condenado à crucificação, embora Pilatos tenha declarado que não encontrava nele motivo para a sentença de morte. Na cruz, Jesus sofreu a violência e o desprezo das pessoas e morreu. Os evangelhos contam que, naquele momento, a cortina do santuário se rasgou. A carta aos Hebreus ajuda a entender o significado disso: por meio de Jesus, podemos nos aproximar de Deus (Lucas 23:13-25, 44-46; Hebreus 10:19-22).
A morte de Jesus não foi apenas o fim trágico de um homem inocente. Segundo o Novo Testamento, ele entregou a vida pelos pecadores para nos reconciliar com Deus (Romanos 5:6-11; 1 Pedro 3:18). Depois, José de Arimateia colocou seu corpo num túmulo (João 19:38-42).
A ressurreição. No primeiro dia da semana, mulheres foram ao túmulo e o encontraram vazio. Receberam a notícia de que Jesus havia ressuscitado. Os evangelhos não descrevem o instante em que ele voltou à vida; contam a descoberta do túmulo vazio e os encontros que vieram depois. Assim, os discípulos não ficaram apenas com a notícia de que o corpo tinha desaparecido: eles afirmaram ter visto Jesus vivo (Lucas 24:1-12; João 20:11-20).
Os encontros com os discípulos. Jesus apareceu a Maria Madalena, a dois discípulos no caminho de Emaús, aos apóstolos e a outros seguidores. Tomé, que não estava presente numa das primeiras aparições aos discípulos, também o viu depois. Em outra ocasião, Jesus encontrou alguns deles na Galileia, junto ao mar, e conversou com Pedro sobre o cuidado que ele deveria ter com seus seguidores. Paulo registra ainda uma aparição a mais de quinhentas pessoas de uma só vez (Lucas 24:13-49; João 20:24–21:19; 1 Coríntios 15:3-8).
A ascensão. Durante quarenta dias *após a ressurreição*, Jesus apareceu aos discípulos e falou com eles sobre o Reino de Deus. Antes de partir, deu-lhes a missão de anunciar sua mensagem. Então foi elevado ao céu diante deles. A promessa feita naquela ocasião foi que ele voltaria (Mateus 28:18-20; Atos 1:3-11).
Jesus morreu, mas a morte não foi o último acontecimento de sua história. Ele ressuscitou e encarregou seus seguidores de contar ao mundo o que Deus fez por meio dele. É por isso que sua morte e ressurreição estão no centro da fé cristã.