Estêvão nos ensina que seguir Jesus aparece tanto nas tarefas simples quanto nos momentos difíceis. A Bíblia conta pouco sobre sua vida pessoal, mas mostra como ele serviu à igreja, falou de Jesus com coragem e permaneceu fiel mesmo quando isso lhe custou a vida.
A primeira coisa que sabemos sobre ele é que foi escolhido, junto com outros seis homens, quando surgiu um problema na distribuição diária de alimentos às viúvas. Algumas estavam ficando de fora, e a igreja precisava cuidar disso (Atos 6:1-6). Estêvão era conhecido como um homem cheio de fé e do Espírito Santo. Ele não esperou uma oportunidade de falar diante de uma multidão pra servir a Deus. Cuidar de pessoas que precisavam de ajuda também fazia parte desse serviço.
Mais tarde, Estêvão passou a enfrentar oposição por causa do que dizia e fazia. Seus adversários não conseguiam responder à sabedoria com que ele falava. Então, arranjaram testemunhas falsas e o levaram diante do conselho religioso, acusando-o de falar contra Moisés, a Lei e o templo (Atos 6:8-14). Isso nos lembra de uma distinção importante: ser fiel a Deus não garante que todos vão nos tratar com justiça.
Diante do conselho, Estêvão teve a oportunidade de se defender. Em vez de apenas negar as acusações, ele contou a história do povo de Israel, desde Abraão. Mostrou que Deus havia guiado seu povo por muitos lugares e que, repetidas vezes, pessoas enviadas por Deus tinham sido rejeitadas. Então chegou ao ponto principal: aqueles líderes também haviam rejeitado Jesus, o Justo prometido por Deus (Atos 7:2-53).
Estêvão conhecia as Escrituras, mas não usou esse conhecimento só pra mostrar que sabia responder. Ele ajudou seus ouvintes a enxergar o que estavam fazendo diante de Deus. Seu exemplo nos incentiva a conhecer a Bíblia de modo que possamos falar a verdade com clareza, mesmo quando ela for difícil de ouvir.
A reação foi violenta. Enfurecidos, os que o ouviam o arrastaram pra fora da cidade e o apedrejaram. Enquanto isso acontecia, Estêvão pediu a Jesus que recebesse seu espírito e orou pra que Deus não considerasse aquele pecado contra os que o atacavam (Atos 7:54-60). Ele não chamou o mal de bem, nem deixou de dizer a verdade. Mas também não quis se vingar.
Talvez essa seja a parte mais difícil de seu exemplo. A maioria de nós não enfrentará o que Estêvão enfrentou. Ainda assim, todos podemos aprender com a maneira como ele viveu: servir quando alguém precisa de ajuda, permanecer firmes na verdade quando há pressão e não deixar que a maldade dos outros decida como vamos tratá-los. Estêvão pôde fazer isso porque sua confiança estava em Jesus, a quem permaneceu fiel até o fim.