Adão foi o primeiro homem, segundo o relato de Gênesis. Deus o formou do pó da terra, deu-lhe vida e o colocou no jardim do Éden (Gênesis 2:7-8). Depois, Deus fez Eva, a primeira mulher, e os dois deram início à família humana (Gênesis 2:21-24; 3:20).
A Bíblia diz que Deus criou o ser humano à sua imagem (Gênesis 1:26-27). Isso não quer dizer que Adão tivesse a aparência física de Deus. Quer dizer que os seres humanos têm um lugar especial na criação e foram feitos pra viver em relação com Deus, cuidando daquilo que ele criou.
Adão podia comer das árvores do jardim, com uma exceção: Deus lhe disse que não comesse da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gênesis 2:16-17). Mais tarde, Eva comeu do fruto dessa árvore e deu também a Adão, que comeu. Os dois desobedeceram a Deus. Gênesis 3 conta que, depois disso, passaram a sentir vergonha e medo, e que a vida fora do jardim seria marcada por sofrimento e, por fim, pela morte.
É por isso que Adão importa muito além do começo de Gênesis. Paulo explica que o pecado entrou no mundo por meio de um homem e que a morte veio com o pecado (Romanos 5:12). Isso não significa que só Adão pecou e todos os outros são inocentes. O próprio versículo também diz que todos pecaram. Adão é apresentado como aquele por meio de quem o pecado passou a fazer parte da história humana.
O Novo Testamento também compara Adão com Jesus. A comparação ajuda a entender tanto o problema quanto a esperança: a desobediência de Adão está ligada ao pecado e à morte; a obediência de Jesus abre o caminho pra que as pessoas sejam reconciliadas com Deus e recebam vida (Romanos 5:18-19; 1 Coríntios 15:21-22, 45). Jesus é chamado de “último Adão” em 1 Coríntios 15:45. Ele não repetiu a escolha do primeiro: obedeceu a Deus e morreu pelos pecadores.
Assim, Adão não aparece na Bíblia apenas como alguém que viveu no início da humanidade. Sua história explica como a desobediência entrou na experiência humana e por que a Bíblia apresenta Jesus como aquele que veio nos salvar dela.