Os “pequeninos” são pessoas que creem em Jesus. A palavra não se refere apenas a crianças pequenas, embora elas também possam estar incluídas. Jesus está falando de quem pertence a ele, independentemente da idade ou da importância que os outros lhe atribuam.
O começo do capítulo ajuda a entender isso. Os discípulos perguntaram a Jesus quem era o maior no Reino dos Céus. Jesus chamou uma criança, colocou-a entre eles e ensinou que precisavam se tornar como ela: em vez de buscar uma posição de destaque, deveriam se humilhar (Mateus 18:1-4). Então veio a advertência do versículo 6 sobre fazer tropeçar um dos “pequeninos que creem” nele. A criança diante dos discípulos ajuda a explicar a expressão, mas Jesus não limita sua advertência às crianças.
Nesse versículo, *fazer tropeçar* significa levar alguém a pecar ou colocar no seu caminho uma dificuldade que o afaste da obediência a Jesus. Pode acontecer, por exemplo, quando alguém usa sua influência pra incentivar outro cristão a fazer o que sabe ser errado. Jesus diz que isso é gravíssimo: seria melhor pra essa pessoa ser lançada ao mar com uma grande pedra de moinho presa ao pescoço do que enfrentar a consequência de causar esse mal (Mateus 18:6).
Jesus não está dizendo que somente certos discípulos merecem cuidado. Ele está corrigindo justamente a preocupação dos discípulos com quem era maior. Aos olhos dele, nenhum dos que creem nele deve ser tratado como alguém sem importância. O restante do capítulo reforça isso: Jesus adverte contra desprezar “um destes pequeninos” e fala do cuidado de Deus por eles (Mateus 18:10-14).
Portanto, a resposta é simples: os “pequeninos” são os seguidores de Jesus. O exemplo da criança ensina a humildade que deve marcar seus discípulos; a advertência ensina a responsabilidade de não usar nossa influência pra levá-los ao pecado.