Josué 4:9 fala de doze pedras colocadas no próprio rio Jordão, no lugar onde os sacerdotes ficaram parados enquanto Israel atravessava. Elas marcavam o local de um acontecimento decisivo: Deus deteve as águas do rio e fez o povo passar em terra seca para entrar na terra que havia prometido (Josué 3:14-17).
É fácil confundir essas pedras com as outras doze mencionadas no mesmo capítulo. Deus mandou que um homem de cada tribo retirasse uma pedra do leito do Jordão e a levasse até o lugar onde o povo acamparia. Essas foram colocadas em Gilgal (Josué 4:1-8, 20). Já o versículo 9 diz que Josué colocou outras doze pedras dentro do rio, no ponto onde os sacerdotes haviam permanecido com a arca da aliança. O relato, portanto, menciona dois conjuntos de pedras.
Por que marcar aquele ponto? Os sacerdotes tinham ficado ali até que todos atravessassem. Assim, as pedras colocadas por Josué assinalavam o lugar ligado à ação de Deus em favor de todo o povo. O número doze também se relaciona às doze tribos de Israel: a travessia não foi a experiência de uma só família ou tribo, mas de toda a nação.
A Bíblia explica expressamente a finalidade das pedras levadas a Gilgal: quando os filhos perguntassem o que elas significavam, os pais deveriam contar como Deus fez Israel atravessar o Jordão em terra seca (Josué 4:6-7, 21-24). Sobre as pedras deixadas no rio, o texto não dá uma explicação separada. É natural entendê-las como uma marca daquele mesmo acontecimento, mas não sabemos se continuaram visíveis depois que as águas voltaram ao seu curso.
O mais importante não era a pedra em si. Era aquilo que Israel precisava lembrar: diante de um rio cheio, Deus abriu caminho, acompanhou seu povo e cumpriu sua promessa. Ao falar das pedras de Gilgal, Josué ainda liga essa travessia à passagem pelo mar Vermelho. As duas lembravam aos israelitas — e mostravam aos povos ao redor — o poder do Senhor (Josué 4:23-24).