Um pecado de comissão é fazer algo contrário à vontade de Deus. Pode ser uma atitude, uma palavra ou até um pensamento que a pessoa alimenta. Por exemplo, mentir, roubar ou cultivar o desejo de prejudicar alguém. O nome talvez seja pouco conhecido, mas a ideia é simples: a pessoa pecou por algo que fez.
Isso é diferente de um *pecado de omissão*, que acontece quando alguém sabe que deve fazer o bem, mas deixa de fazê-lo (Tiago 4:17). Mentir é um pecado de comissão; deixar de ajudar alguém quando você sabe que deveria ajudar é um pecado de omissão.
A Bíblia mostra exemplos claros. Deus havia dito a Adão e Eva que não comessem do fruto de uma árvore, mas eles comeram (Gênesis 2:16-17; 3:6). Mais tarde, Davi cometeu adultério com Bate-Seba e mandou colocar o marido dela numa situação em que seria morto (2 Samuel 11). Nos dois casos, houve ações contrárias ao que Deus queria.
Mas um pecado de comissão nem sempre é planejado. A lei dada a Israel também tratava de atos errados cometidos sem intenção (Levítico 4:13-14). Isso não quer dizer que cometer algo por ignorância seja igual a desobedecer de propósito. A intenção importa, mas não é a única coisa que determina se uma atitude foi errada.
Jesus também ensinou que o problema não se limita ao que os outros conseguem ver. Palavras e atitudes erradas vêm do coração, onde podem começar desejos como a inveja e a maldade (Mateus 15:18-19). Por isso, lidar com o pecado não é apenas tentar evitar certos atos. Precisamos reconhecer diante de Deus o que fizemos e pedir que ele mude também o nosso coração.
Foi o que Davi fez depois de ser confrontado pelo seu pecado. Ele não tentou chamar de pequeno o que havia feito. Confessou sua culpa e pediu perdão e um coração renovado (Salmo 51). Para o cristão, essa esperança está em Jesus Cristo: por meio da sua morte e ressurreição, Deus oferece perdão a quem se volta pra ele com fé e arrependimento (Romanos 3:23-26; 1 João 1:9).
Então, a resposta curta é esta: pecado de comissão é o mal que fazemos, enquanto pecado de omissão é o bem que deixamos de fazer. Ambos precisam ser levados a sério, e ambos podem ser confessados a Deus.