Sim. Um cristão deve procurar a paz, ajudar a evitar conflitos e apoiar esforços justos pra proteger vidas. Jesus chamou de felizes os que promovem a paz (Mateus 5:9). Isso vale tanto pra uma briga entre vizinhos quanto pra situações maiores, em que pessoas sofrem por causa da violência.
A Bíblia não manda o cristão ficar indiferente às guerras só porque ele não consegue acabar com todas elas. Ela nos orienta a viver em paz com os outros, na medida do possível (Romanos 12:18), e a orar pelas autoridades pra que as pessoas possam viver em paz (1 Timóteo 2:1-2). Por isso, socorrer quem fugiu de uma guerra, combater o ódio, buscar a reconciliação e apoiar medidas que evitem mortes podem ser maneiras concretas de fazer o bem.
Ao mesmo tempo, trabalhar pela paz não é o mesmo que prometer paz mundial definitiva. Jesus avisou que haveria guerras e conflitos (Mateus 24:6-7). A Bíblia nos dá esperança de um futuro em que Deus acabará com a morte e o sofrimento (Apocalipse 21:4), mas não diz que os esforços humanos, por si sós, conseguirão resolver de vez tudo o que leva as pessoas a lutar umas contra as outras.
Há ainda uma paz que o cristão não deve deixar de anunciar: a paz com Deus por meio de Jesus Cristo (Romanos 5:1). Falar dessa reconciliação não substitui o cuidado com quem está sofrendo agora. E cuidar de quem sofre não substitui a mensagem de Cristo. As duas coisas fazem parte de uma vida que leva a sério o que Jesus ensinou.
Portanto, o cristão pode — e deve — promover a paz, com humildade e discernimento. Ele faz o que está ao seu alcance pra diminuir a violência e ajudar pessoas, sem afirmar que qualquer campanha ou acordo humano trará, sozinho, a paz definitiva que Deus prometeu.